O Brasil já vive a expectativa de enfrentar o Super El Niño, fenômeno natural que é caracterizado devido ao aquecimento anormal das águas superficiais e profundas do Oceano Pacífico Equatorial. Por conta dessa mudança, os ventos alísios ficam desregulados e a circulação atmosférica global é alterada, o que provoca secas mais severas em algumas regiões, enquanto outras registram chuvas intensas.
“Os possíveis e os principais impactos do El Niño, principalmente para as condições aqui do Nordeste, de uma maneira geral, é de diminuição da precipitação durante a estação chuvosa e também o aumento da temperatura, na temperatura do ar. Isso é algo que já foi observado em outros eventos, como o de 1983, o evento de 1998, o evento também de 2016”, aponta Francisco Vasconcelos Júnior, diretor técnico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

No Ceará, também é esperado que haja um aumento nas temperaturas, o caso poderá ser notado pelos cearenses, inclusive em regiões de Serra como a Ibiapaba, no Norte do Estado. “Esses possíveis impactos, eles podem ser sentidos, sim, pelos moradores, principalmente na temperatura. Agora, durante os meses de setembro, de dezembro, possivelmente nós teremos um aumento da temperatura de uma maneira extrema. Um aumento, pelo menos, de um a dois graus acima do valor médio desses meses, isso sendo observado em todo o Ceará”, detalha.
Períodos em que ocorrem mudanças no clima podem gerar alguns problemas de saúde, como o aumento de alergias e doenças respiratórias. Por este motivo é importante que a população esteja atenta e adote alguns cuidados para evitar maiores complicações, principalmente em crianças e adolescentes.
Recomendações
“Durante esses períodos de altas temperaturas e baixa umidade, incluem oferecer líquidos com frequência mesmo que a criança não o peça, evitar exposição ao sol entre 10 e 16 horas, usar roupas leves, claras e confortáveis, aplicar protetor solar em crianças acima de seis meses, sempre usar chapéus, óculos com proteção quando indicados, procurar manter os ambientes ventilados e em dias de baixa umidade. Utilizar medidas simples que possam hidratar as vias aéreas, como lavagem nasal, com soro fisiológico para evitar o ressecamento das mucosas”, orienta Isabella Barreto, pediatra do Hospital Infantil Albert Sabin (Hias).

Diante da previsão de temperaturas mais elevadas pelo Super El Niño, especialistas reforçam que a informação e a prevenção são fundamentais para ajudar na redução dos impactos do fenômeno. Adotando medidas simples de proteção especialmente com crianças, idosos e outros grupos mais vulneráveis, a população poderá enfrentar esse período com mais segurança e menos riscos.
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