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Muro com México pode ficar pronto em dois anos

O muro na fronteira entre Estados Unidos e México deve ser concluído dentro de dois anos, afirmou o secretário estadunidense de Segurança Interna, John Kelly.

“O muro será construído primeiro onde é necessário, e depois será completado. É assim que eu vejo”, disse o general da reserva ao canal Fox News. “Eu realmente espero que seja feito nos próximos dois anos”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 25 de janeiro um decreto que tem como objetivo “garantir a segurança da fronteira sul dos Estados Unidos com a construção imediata de um muro”. O decreto provocou uma grave crise diplomática com o México, país que Trump deseja que pague pelo muro de 3.200 quilômetros na fronteira, para conter a imigração ilegal.

Trump anunciou um projeto que custaria entre 4 e 10 bilhões de dólares, mas para arquitetos e engenheiros a conta será muito maior. O MIT Technology Review, por exemplo, considerou em um artigo que 1.609 quilômetros de muro custariam entre 27 e 40 bilhões de dólares.

Ontem, Trump elevou o tom ao Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), classificando-o de uma “catástrofe” e sugerindo que é necessário tornar o acordo mais “justo”.

Países-membros da União das Nações Sul-americanas (Unasul) alinham uma posição conjunta com relação às políticas “racistas e xenófobas” de Trump, declarou o delegado boliviano perante a organização, Rubén Saavedra.

A Unasul é um mecanismo integrado por países como Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Peru, Uruguai, Venezuela, entre outros.

Trump afirmou ontem ter advertido formalmente o Irã por seu recente teste de míssil, uma ação estimulada, segundo ele, pelo “desastroso” acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano.

“O Irã foi formalmente advertido por ter lançado um míssil balístico. Deveria agradecer ao desastroso acordo que os Estados Unidos assinaram com eles”, afirmou o presidente.

“A advertência do governo americano ao Irã é sem fundamento e provocadora”, respondeu o porta-voz da chancelaria iraniana, Bahram Ghasemi, citado pela agência estatal Irna.

“É lamentável que a administração americana, invés de apreciar a nação iraniana por sua luta sem descanso contra o terrorismo, ajude na prática os grupos terroristas, repetindo as mesmas observações sem fundamento e adotando medidas descabidas”, acrescentou.

Veto suspenso

O juiz federal Andre Birotte Jr, de Los Angeles, na Califórnia, suspendeu na noite de ontem (1º), temporariamente, o veto aos viajantes de sete países de maioria muçulmana, em vigor desde a semana passada nos Estados Unidos. A demanda judicial contempla o caso de 28 pessoas de uma mesma família, nascidas no Iêmen, todos eles têm visto de imigrante, mas se encontram no país asiático.

Na liminar, o juiz conclui que o governo dos EUA não pode cancelar um visto válido de um imigrante e também não deve confiscar ou reter passaportes de viajantes que desembarquem no aeroporto de Los Angeles.

D.N.

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