Item que passou a ser essencial à população após o surgimento da pandemia do novo coronavírus, o álcool 70% é um desinfetante de média eficiência que contém álcool etílico e água, ou seja, uma solução aquosa do produto. A composição difere do que há nas bebidas alcoólicas, que contêm etanol em sua composição, produzido pela fermentação de açúcares contidos em caules, como na cana-de-açúcar, por exemplo.

Essa diferença não foi observada pelo vereador Titil Lobo (MDB), em pronunciamento realizado na Câmara Municipal de Lavras da Mangabeira (a 445km de Fortaleza), nesta terça-feira (26/01). Na ocasião, o parlamentar de 66 anos confundiu o item de proteção individual com as bebidas, após tecer comnetários sobre um decreto municipal.
Contestando a decisão que passou a proibir o consumo de bebidas alcóolicas em restaurantes de Lavras por conta da pandemia, Titil comparou a medida com a recomendação do uso de álcool em gel para se proteger da Covid-19. “Alguns cientistas dizem que nós devemos ter uma atenção especial ao álcool (…) e o decreto está proibindo a bebida do álcool, eu quero é entender aonde é que o álcool protege”.
De acordo com a decisão, a Prefeitura estabelece a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos como praças, açudes, restaurantes e afins. “O cientista está dizendo que o álcool é bom, e os governadores tão dizendo que não pode beber o álcool. Nós estamos no escuro em relação a isso (doença). Porque o certo é se o álcool protege e mata o vírus, eu vou beber o álcool”, indaga Titil.
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De acordo com o decreto, Lavras da Mangabeira possui 1.386 casos de pacientes infectados com Covid-19. Segundo a prefeitura, 29 pessoas morreram em decorrência da doença na cidade.


