Estamos a viver um momento único e trágico na história da humanidade. A chegada de um vírus em total mutação mudou, de forma definitiva a vida de todos em todos os cantos do planeta. A palavra de ordem é isolamento! Mas como fazer isso? Teremos todos as mesmas condições para participar do isolamento social proposto?
De vez em quando, a natureza nos impõe determinadas realidades que exigem buscar forças e criatividade, venha lá de onde vier, para darmos conta da solução da forma mais eficiente possível a fim de salvarmos vidas, recuperarmos países, e darmos uma nova condição social aos envolvidos diretamente na tragédia ocorrida. Foi assim, recentemente, com o terremoto no Japão, que destruiu uma parte significativa de uma determinada região daquele país; foi também assim com o grande terremoto que sacrificou de forma desumana o Haiti; a explosão do reator de Chernobil, na Rússia, dentre muitas outras tragédias acontecidas! Nesses casos a humanidade parou e redimensionou o que motivou aquelas tragédias.
A grande tragédia atual, envolve dois elementos fundamentais para a continuação da vida no planeta que são a Saúde e a Economia!
A relação entre SAÚDE-ECONOMIA não é fácil de ser harmonizada, neste momento, em que um acordo entre ambas é básico para a sobrevivência de todos! Uma precisa da outra de forma vital! Como vamos isolar operários, caminhoneiros, enfermeiros, médicos, dentre muitos outros profissionais, que são a alma da economia de um país, se a vida não pode parar? Eles também precisam se proteger e como vamos proteger a economia sem mãos que a edifiquem no dia a dia?
O vírus está solto, ninguém está livre dele. Sabe-se como ele chega, mas não se sabe muito bem quando vai embora! Às vezes quando vai embora leva com ele o seu portador!
A situação é complexa, não há saúde sem dinheiro que a sustente e também não há economia sem mãos saudáveis que a produza. Como organizar isso, nesse contexto, não é simples!
O curioso é que o difícil se fez possível! Desde que começou esse drama começou também a maior rede de solidariedade, jamais vista, no mundo! Os caminhoneiros, os grandes invisíveis do mundo laborativo, passaram a receber atenção especial nas estradas; os moradores de rua, passaram a ser tratados como gente.
Infelizmente precisou isso para vermos que é possível reduzir as atividades, é possível olhar para os lados e é possível viver sem correria.


