O drama vivido por Brena Ferreira evidencia os descasos da Saúde pública de Fortaleza. Moradora de Tauá, a 350km da capital cearense, a adolescente de 17 anos de idade corre sérios riscos após seis meses na fila de espera por uma cirurgia no IJF.
Brena sofreu um acidente em 2021. No episódio, a adolescente fraturou fêmur, tíbia e fíbula. Pela falta de suporte na cidade de origem, teve de ser transferida para o Instituto Doutor José Frota. No equipamento, ela ficou internada por 3 meses e dez dias para passar pelos procedimentos cirúrgicos necessários.

A principal reivindicação da paciente é pela retirada de um Ilizarov, fixador externo que teve de ser implantado no período pós-alta. A utilização do equipamento foi precisa para o alongamento de 17 cm do osso danificado no época do acidente.
De acordo com Brena, está prejudicando outras atividades. “Eu tenho que estar indo para Fortaleza todos os meses só para estar batendo Raio X e nada mais. Esse fixador já está me prejudicando em outras coisas. Em novembro faz dois anos que estou com esse fixador”.
O procedimento a ser realizado em Brenda também pode ser entendido como enxerto ósseo, que prepara a base óssea para fixação do pino. Esse procedimento repõe o tecido ósseo, como se fosse uma reconstrução. Através do envio de e-mail, a REDE ANC entrou em contato com o IJF no dia 27 de setembro. Até a publicação da matéria, não foi obtido um retorno.



