A manutenção preventiva dos veículos é fundamental para evitar falhas mecânicas, reduzir gastos com reparos e aumentar a segurança no trânsito. Entre janeiro e setembro deste ano, o mercado brasileiro de veículos usados e seminovos movimentou 14,2 milhões de unidades, alta de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Em 2025, a idade média dos automóveis em circulação no país chegou a 11 anos e cinco meses.
Pneus, bateria, correia dentada, velas de ignição, alternador, pastilhas e discos de freio e embreagem estão entre os componentes que exigem atenção. A vida útil dessas peças varia conforme o modelo, as condições de uso e os cuidados adotados pelo motorista. Segundo Leonardo Mendonça, especialista automotivo da LS Centro Automotivo, problemas nesses sistemas podem provocar desde perda de potência e falhas na partida até danos graves ao motor e comprometimento da frenagem.
O especialista também alerta para a importância de observar as luzes de advertência do painel e procurar assistência ao identificar ruídos, vibrações ou alterações no funcionamento do veículo. Na substituição de componentes, vale destacar, é importante exigir nota fiscal e comprovação de procedência, evitando peças de origem ilegal ou inadequadas.

“Com a tecnologia presente nos veículos, a advertência que aparece no painel ajuda a identificar falhas antes de comprometer a segurança. Mas, se a luz que acende for vermelha, o veículo deve ser parado imediatamente e um reboque acionado. Outro ponto que merece igual atenção é a certificação de que as peças substituídas são originais. Do contrário, o barato pode sair caro e o condutor ainda estará alimentando o mercado ilegal e até comprando uma peça roubada”, alerta.
Outro item essencial para a segurança é o cinto de segurança, que deve ser substituído quando apresentar cortes, desfiamento, falhas na fivela ou travamento após uma colisão. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o uso do equipamento reduz em até 45% o risco de morte em acidentes nos bancos dianteiros e em até 75% nos traseiros.
Na compra de um veículo usado, além do preço, da aparência e da quilometragem, é importante verificar o histórico de manutenção e investigar sinais de possíveis falhas. A periodicidade das revisões deve seguir as recomendações do fabricante, incluindo a troca de óleo e a avaliação dos demais componentes. Antes de autorizar serviços, o motorista também pode solicitar explicações sobre o diagnóstico e a necessidade dos reparos, medidas que contribuem para decisões mais conscientes e para a conservação do automóvel.
Dicas importantes
- Troque o óleo do motor, de preferência, quando o carro estiver com o motor frio;
- Se o nível do óleo do motor estiver baixo, apresentando vazamento e na cor preta e gelatinosa, já está no limite para fazer a troca e evitar prejuízos maiores;
- Dificuldades em dar partida ou falhas elétricas podem ser sinal de a bateria precisa ser trocada;
- Dirigir com o combustível na reserva também é perigoso. O ideal é completar o tanque de combustível sempre que ele estiver na metade e, de preferência, pela manhã.
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