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População denuncia esquema de agendamento de RG em Fortaleza

Moradores de Fortaleza relatam enfrentar dificuldades para agendar a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) através do sistema Vapt Vupt. Em meio à necessidade da retirada do novo documento, muitos são os que descobriram que intermediários estão cobrando para realizar esses agendamentos, aproveitando a falta de vagas disponíveis no site oficial.

Conforme os relatos, não há disponibilidade mesmo verificando o sistema em diferentes dias e horários. No entanto, ao lado do Vapt Vupt do bairro Messejana existe um estabelecimento com uma placa oferecendo o serviço de agendamento.

Foto: Kid Jr.

Uma funcionária do local, inclusive, explicou que os agendamentos são liberados no site do Vapt Vupt no dia anterior e o serviço é cobrado por R$ 30. Além do agendamento para emissão de RG, esses pequenos estabelecimentos oferecem outros serviços gratuitos do Vapt Vupt, como Carteira de Trabalho Digital, Seguro Desemprego, agendamento e renovação de CNH, entre outros. Outro fato que levanta suspeita é que mesmo ao encontrar vagas disponíveis, o sistema não permite finalizar o agendamento.

Segundo os relatos, esses intermediários cobravam R$ 20, mas o preço aumentou por causa da grande procura. Nessas lan houses, os pagamentos podem ser feitos por crédito, débito, Pix ou dinheiro em espécie.

Nesse sentido, a orientação dos funcionários do Vapt Vupt é que o acesso seja feito às 8h da manhã com o cadastro já feito. Com exceção dos feriados, as vagas são liberadas de segunda a sexta-feira.

População denuncia esquema de agendamento de RG em Fortaleza
Foto: Reprodução

Posicionamento da Secretaria

Em nota, a Secretaria da Proteção Social (SPS), responsável pelos Vapt Vupts, afirmou que as senhas são liberadas diariamente e atualizadas ao longo do dia conforme ocorrem desistências. A SPS mencionou a implementação de uma nova medida para impedir o agendamento em série por pessoas que vendem senhas irregularmente, mas não forneceu detalhes sobre a medida.

Caso seja comprovada a participação de servidores públicos na venda de agendamentos, a prática pode ser considerada crime, conforme a lei nº 9.983, de 2000. A inserção de dados falsos em sistemas informatizados da Administração Pública pode levar a penas de dois a 12 anos de prisão e multa.

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