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Preço de alimentos impacta no valor do prato feito

No primeiro semestre de 2024, o popular prato feito ficou mais caro para os brasileiros, com oito dos dez itens mais tradicionais do almoço apresentando aumento de preço. Liderando o ranking, a batata inglesa teve alta de 55,79%, mais de 22 vezes o valor da inflação oficial do país, que é de 2,48%. Em contraste, a alcatra registrou queda de 3,93% no mesmo período.

Os dados foram baseados no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, divulgado nesta quarta-feira (10/07). O levantamento revelou que a taxa acumulada dos últimos 12 meses atingiu 4,23%, quase alcançando o teto da meta do governo, que é de 4,5%.

Dentre os itens que mais subiram, tubérculos, raízes e legumes também tiveram alta significativa de 36,5% em 2024. A cebola e o tomate, pertencentes ao mesmo grupo, tiveram aumentos de 33,86% e 28,6% no ano, respectivamente. Nos últimos 12 meses, a cebola encareceu 76,81% e o tomate 19,98%.

Preço de alimentos impactam no valor do prato feito
Foto: Reprodução

O arroz e o feijão, tradicionais no prato do brasileiro, também registraram mudanças. O arroz subiu 11,23% no ano e 30,13% no acumulado dos últimos 12 meses. Enquanto isso, o feijão carioca cresceu 0,32%, abaixo da inflação oficial e o feijão preto ficou 5,49% mais barato em 2024. Nos últimos 12 meses, o feijão carioca diminuiu o valor em 17,45% e o feijão preto ficou mais caro 4,67%.

A alface teve um aumento de 6,09% no ano e, em 12 meses, ficou 15,51% mais cara. Já o ovo de galinha subiu 4,22%, quase o dobro da inflação oficial, mas caiu 8,09% no acumulado dos últimos 12 meses.

Em se tratando de carne e frango, os preços também variaram. No ano, o grupo carnes ficou 2,89% mais barato, enquanto o frango subiu 1,99%. Em 12 meses, a alcatra ficou 6,67% mais barata e o frango teve alta de 0,21%.

Para uma refeição completa, incluindo bebida, sobremesa e café, os brasileiros passaram a pagar mais. No primeiro semestre do ano, o refrigerante e a água mineral subiram 2,33%. Já o café e o sorvete subiram acima da inflação, com 4,18% e 4,82%, respectivamente.

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