O Ministério Público Eleitoral (MPE) entrou com uma ação na Justiça que pede a inelegibilidade da prefeita reeleita de Madalena (162 km de Fortaleza), Maria Sonia de Oliveira Costa, conhecida na urna como Sônia (PMDB). Segundo o órgão, as acusações decorrem pela prática de conduta vedada de abuso do poder econômico e político.
De acordo com o promotor Alan Motinho Ferraz, autor da ação, Sônia usou de sua autoridade para coagir funcionários da fábrica Empresa Sigma Costura, onde chegou a realizar comícios.
A denúncia revela que a prefeita não só usou os funcionários para sua campanha política, usando o horário de expediente dos mesmos, como também distribuiu adesivos de sua campanha, para que os trabalhadores usassem durante o dia.
Após uma investigação ter sido realizada, foi constatado que houve descumprimento das normas de arrecadação e gastos de campanha, já que o galpão onde a empresa está sediada, foi custeada com o dinheiro público. Ou seja, de acordo com a Justiça Eleitoral, a prefeita estava usando servidores e estrutura da rede pública para fins eleitorais
Além de Sônia, o vereador Antônio Gilvan Inácio de Sales, e a enfermeira e candidata eleita a vereadora, Ana Kátia Lima Ferreira Sales, estão sendo investigados por participarem da campanha, considerada ilícita pelo MPE.


