A Notícia do Ceará
PUBLICIDADE

Primeiro caso de Febre Oropouche é registrado no Ceará

Segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o primeiro caso de Febre Oropouche foi registrado no Ceará. Neste ano, mais de 6,6 mil casos no país, fora quatro mortes que estão sendo investigadas pelo Ministério da Saúde, que podem ser sido causadas pela enfermidade.

O caso registrado no Estado foi no município de Pacoti em um homem de 53 anos. Em maio, a pessoa em questão foi atendido com suspeita de dengue e chikungunya, porém, exames feitos pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-CE) foram negativados.

A Sesa afirma que o homem está curado e em casa. Antonio Silva Lima Neto, secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, diz que investigações estão feitas para identificarem a origem da transmissão da doença no Ceará. “Esse momento é de investigação do caso, uma verificação retrospectiva em que a gente tenta avaliar se de fato foi um caso isolado, realmente de ciclo silvestre, ou se ocorreu uma transmissão, um pequeno surto na localidade”, diz o secretário.

A Febre Oropouche é causada pelo arbovírus, microrganismo transmitido por mosquitos, principalmente pelo Culicoides paraenses. A doença foi descoberta em 1960, através de uma amostra de sangue de uma bicho-preguiça, no qual foi capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília.

O mosquito se torna transmissor após picar uma pessoa ou um animal infectado com o vírus. Já com o arbovírus em sua corrente sanguínea, ele pode transmitir a Febre Oropouche para uma pessoa saudável.

Os sintomas da doença são semelhantes com os da dengue e da chikungunya, o no qual consiste em dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.  A arbovirose pode ser diagnosticada de maneira clínico, epidemiológico e laboratorial e o Ministério da Saúde orienta que todo caso seja notificado.

O MS afirma que, até o momento, não há um tratamento específico para a doenças, e que os pacientes precisam estar em repousou, com um tratamento sintomático e acompanhamento médico.

Além disso, o órgão recomenda que, visando uma prevenção, a população, se possível, evite  áreas com muitos mosquitos, usar roupas que cubram a maior parte do corpo, aplicar repelente nas áreas expostas da pele, manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas. Na hipótese de um caso ser confirmado em sua região, o recomendado é seguir as  orientações das autoridades de saúde para reduzir o risco de transmissão, como medidas específicas de controle de mosquitos.

WhatsApp
Facebook
Twitter
Telegram
Imprimir