
Nesta quinta-feira (02/06), ocorreu o julgamento da professora Priscila Martins Vieira, acusada de matar o marido com uma sopa envenenada. Após quase 14 horas de julgamento, Priscila foi condenada a 16 anos de prisão.
O crime ocorreu em março de 2010, no Bairro Serrinha, em Fortaleza. Os jurados entenderam que Priscila Martins Vieira envenenou a sopa do marido com uma mistura de alta dosagem de remédios. Os dois estavam casados há quatro anos.
De acordo com a investigação, o relacionamento era conturbado, com discussões violentas provocadas por excesso de ciúmes e brigas constantes. Apesar da condenação, Priscila pode recorrer da sentença em liberdade.
Entenda o caso
José Eduardo Alexandre da Silva, então marido da professora, havia comprado uma sopa e levou pra casa, onde a companheira estava. De madrugada, ainda em casa, a vítima começou a passar mal e foi levada por um amigo ao hospital. Instantes após dar entrada na unidade de saúde, o homem morreu.
A defesa de Priscila argumentou, no início do processo, que ela não teve acesso à sopa comprada por Alexandre.
A professora foi condenada por homicídio triplamente qualificado, previsto no artigo 121, § 2°, I, III e IV do Código Penal Brasileiro. De acordo com o MPCE, as oito testemunhas inseridas na denúncia foram ouvidas, além de outras cinco testemunhas elencadas pela defesa.


