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Programas sociais atenderam 22,7% das famílias brasileiras em 2025

Os programas sociais do Governo Federal alcançaram cerca de 18 milhões de famílias brasileiras em 2025. O contingente corresponde a 22,7% dos mais de 79 milhões de domicílios do país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (08/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com 2024, houve redução na proporção de residências atendidas por benefícios sociais. No ano passado, o percentual era de 23,6%. Ainda assim, o índice permanece acima do registrado em 2019, antes da pandemia de Covid-19, quando 17,9% das famílias recebiam algum tipo de auxílio governamental.

Ao longo dos últimos seis anos, o número de lares contemplados por programas sociais cresceu em 5,5 milhões. O levantamento inclui iniciativas federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de auxílios estaduais e municipais.

Programas sociais atenderam 22,7% das famílias brasileiras em 2025
Foto: Jeane de Oliveira/FDR

Durante o período mais crítico da pandemia, em 2020, a cobertura dos programas sociais atingiu o maior patamar da série recente. Naquele ano, 31,4% dos domicílios brasileiros receberam assistência financeira do poder público. Desde então, os percentuais oscilaram, mas continuaram acima do cenário pré-pandemia. A evolução dos índices foi a seguinte:

  • 2019: 17,9%
  • 2020: 31,4%
  • 2021: 25%
  • 2022: 20,7%
  • 2023: 23%
  • 2024: 23,6%
  • 2025: 22,7%

Para o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, a redução observada em 2025 está relacionada à melhora no mercado de trabalho. Segundo ele, o aumento da renda proveniente do emprego diminui a necessidade de parte da população recorrer aos programas de transferência de renda. A menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012 também contribuiu para esse cenário, conforme destacou o especialista do instituto.

Em relação aos valores pagos, o rendimento médio recebido por meio de programas sociais foi de R$ 870 em 2025, levemente abaixo dos R$ 875 registrados no ano anterior. Considerando a inflação do período, o valor representa crescimento real de 71,3% em relação a 2019, quando a média dos benefícios era de R$ 508.

Rendimento mensal

Os dados da Pnad também revelam uma diferença entre a renda de famílias beneficiadas e não beneficiadas. Nos domicílios que recebiam auxílio social, o rendimento médio mensal por pessoa foi de R$ 886 em 2025. Já nas residências sem benefícios, a média alcançou R$ 2.787.

Programas sociais atenderam 22,7% das famílias brasileiras em 2025
Foto: MDAS/Divulgação

Entre os programas analisados, o Bolsa Família aparece como o mais abrangente. O benefício estava presente em 17,2% dos lares brasileiros, o equivalente a 13,6 milhões de domicílios.

Na sequência, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) aparece como o segundo auxílio mais presente no país, alcançando 5,3% dos domicílios brasileiros. Outros programas sociais, incluindo iniciativas estaduais e municipais, contemplaram 2,4% das famílias.

Recorte por região

Regionalmente, Nordeste e Norte concentram as maiores proporções de lares atendidos por benefícios sociais. No Nordeste, 39,8% das famílias recebiam algum tipo de auxílio em 2025. Já no Norte, o percentual chegou a 38,8%.

Por outro lado, a menor participação foi registrada na Região Sul, onde 10,8% dos domicílios eram beneficiários de programas sociais. O Sudeste contabilizou 14,8%, enquanto o Centro-Oeste registrou 17%.

No recorte estadual do Bolsa Família, o Pará liderou a proporção de domicílios atendidos, com 46,1%. Maranhão (45,6%) e Piauí (45,3%) aparecem na sequência. Também integram a lista Alagoas (41,7%), Amazonas (40,8%), Ceará (40,3%), Paraíba (40,2%), Bahia (38,7%), Acre (38,6%) e Pernambuco (37,6%).

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