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Renan, Cury e Caiado se isentam de apoio formal no 2º turno; veja posições

Os candidatos que ficaram fora do segundo turno da eleição presidencial de 2026 adotaram posições diferentes sobre a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) anunciaram que não apoiarão formalmente nenhum dos dois candidatos neste momento, enquanto o PSD decidiu liberar os diretórios estaduais para definir seus posicionamentos. 

Terceiro colocado no primeiro turno, Cury afirmou que permanecerá em silêncio em relação à segunda etapa da eleição, marcada para 25 de outubro. O candidato recebeu 3,44 milhões de votos, equivalentes a 2,89% dos votos válidos. 

Renan, Cury e Caiado se isentam de apoio formal no 2º turno; veja posições
Foto: Renato Pizzutto/Band

Em declaração a jornalistas na noite de domingo (04/10), Cury afirmou que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome ou em nome de Júlio Delgado, coordenador de sua campanha. O candidato também indicou que pretende deixar a política partidária. 

“Eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos”, afirmou. 

A campanha de Cury foi marcada pela defesa do fim da polarização política. Em uma carta divulgada após a confirmação do segundo turno, ele cumprimentou Lula e Flávio Bolsonaro e pediu que os dois considerem suas propostas durante o próximo governo. O candidato defendeu o diálogo entre grupos políticos de diferentes posições ideológicas. 

Quarto colocado na votação, Renan Santos também declarou que não apoiará nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno. O candidato do Missão recebeu 2,67 milhões de votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos.

Renan, Cury e Caiado se isentam de apoio formal no 2º turno; veja posições
Foto: Divulgação/Missão

Durante uma transmissão ao vivo após a divulgação do resultado, Renan afirmou que considera Flávio Bolsonaro vencedor da disputa e disse que seus eleitores devem decidir livremente sobre o voto no segundo turno. Na declaração, também fez críticas aos dois candidatos que permanecem na disputa. 

Já Ronaldo Caiado, que terminou a primeira etapa em quinto lugar, afirmou que manterá a coerência antes de anunciar qualquer posicionamento, mas disse que ainda conversaria com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Caiado recebeu 2,60 milhões de votos, correspondentes a 2,18% dos votos válidos. 

Renan, Cury e Caiado se isentam de apoio formal no 2º turno; veja posições
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A direção nacional do PSD decidiu não estabelecer uma orientação única para o segundo turno. Em nota divulgada no domingo, Kassab informou que os diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes terão liberdade para definir o apoio na eleição presidencial. 

A decisão considera, segundo o presidente do partido, a diversidade de cenários eleitorais nos estados e a autonomia concedida às estruturas estaduais para formar alianças. 

Somados, os votos de Renan Santos e Ronaldo Caiado chegaram a aproximadamente 5,2 milhões. O número supera a diferença registrada entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O candidato do PL obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, uma diferença de 2,22 milhões de votos. 

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