
O Governo Federal estima que até R$ 45 bilhões possam ser sacados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por trabalhadores brasileiros dentro da nova fase “Desenrola” 2.0. A iniciativa ainda está em fase de estruturação e deve ampliar o alcance da política voltada à recuperação financeira das famílias, com o programa de renegociação de dívidas.
A proposta prevê que os trabalhadores possam utilizar parte do saldo disponível no FGTS para quitar ou reduzir dívidas, principalmente aquelas com taxas de juros mais elevadas, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais. A medida tem como objetivo principal diminuir o nível de inadimplência no país e aliviar o orçamento doméstico.
De acordo com as estimativas iniciais, o saque deve ser limitado a um percentual do valor disponível em conta, podendo chegar a cerca de 20% do saldo do trabalhador. O recurso não será liberado de forma livre, devendo ser direcionado exclusivamente para o pagamento de dívidas renegociadas dentro do programa.
Desenrola
A nova etapa do programa surge como uma continuidade da primeira fase, que já beneficiou milhões de brasileiros com descontos expressivos e condições facilitadas para regularização de débitos. Nesta nova fase, a expectativa é ampliar o público atendido e incluir mecanismos que aumentem a capacidade de pagamento dos consumidores.
Além da possibilidade de uso do FGTS, o programa deve manter a oferta de descontos significativos, que podem chegar a até 90% do valor original das dívidas, a depender do perfil do devedor e do tipo de débito. Também estão previstas taxas de juros mais baixas e prazos maiores para pagamento, o que deve facilitar a adesão.
O cenário que motiva a iniciativa é o alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Atualmente, uma parcela significativa da população compromete boa parte da renda mensal com dívidas. Segundo uma pesquisa elaborada pelo Banco Central do Brasil, o endividamento afetou 49,9% das famílias brasileiras em fevereiro deste ano.
O estudo também aponta que 29,7% da renda do trabalhador está comprometida devido a níveis de endividamento.
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