
A partir do dia 3 de setembro de 2026, o Brasil não estará mais apto a exportar carne para a União Europeia, bloco formado por 27 países. A informação já foi repassada para o Ministério da Agricultura, que deve criar estratégias para minimizar os impactos econômicos.
Segundo a justificativa apresentada, o Brasil não demonstrou garantias sobre a utilização de antimicrobianos na criação de animais, o que é o contrário daquilo que é recomendado na pecuária praticada na União Europeia.
De acordo com o documento que oficializa a decisão, o país fica impedido de exportar para a UE animais vivos e voltados à produção de alimentos, o que engloba produtos como ovos, peixes, mel e animais como aves, bois e cavalos.
Ainda assim, a União Europeia afirma que o país pode voltar à lista de exportadores caso regularize as pendências apresentadas. Contidos na lista de autorizados à exportação de carnes na América do Sul, estão países como Chile e Argentina.
A medida deve mover o Brasil a buscar soluções alternativas, já que o país é um dos maiores exportadores de carne do mundo. Por ano, são 10,3 milhões de toneladas de carne para 150 países, o que totaliza cerca de R$180 bilhões. Além da readequação, um dos caminhos pode ser a busca por mercado alternativo em países da Ásia, Oriente Médio e América Latina.


