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Retorno de Delcídio do Amaral ao Senado é adiado

senador Delcídio do Amaral (PT-MS) concede entrevista. Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Programada para hoje, a volta do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que esteve preso preventivamente até semana passada, foi adiada. A informação vem da assessoria do parlamentar. No retorno, ele deverá fazer um discurso. A equipe jurídica do ex-líder do Governo Dilma estuda condições para continuidade do exercício do mandato.

De acordo com a assessoria, Delcídio não quer voltar à Casa em conflito com os colegas. Senadores reagiram ontem a uma declaração polêmica atribuída ao senador que circulou na imprensa. Segundo jornais, Delcídio teria dito a interlocutores que “leva metade do Senado” consigo caso tenha seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.

Reação

Em discursos no plenário, colegas do senador, que foi liberado da prisão preventiva na semana passada, pediram que Delcídio venha a público desmentir a declaração ou divulgar os nomes dos parlamentares que pretende denunciar.

“Eu queria conversar com o senador Delcídio. Se essa declaração for verdade, faço um apelo: ou desfaça essa fala ou decline os nomes que acha que devem cair também. Fazendo isso estará contribuindo muito para o Brasil. O que não pode é que todos fiquem suspeitos”, disse o senador Telmário Mota (PDT-RR), primeiro a tocar no assunto.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) observou que a suposta declaração estampou a capa do jornal Folha de S.Paulo, o jornal diário de maior circulação do País, o que dá maior impacto e repercussão ao fato.

“Não admito ser colocada sob suspeição. Essa não é uma notícia qualquer. Quero crer que ele não tenha dito isso, mas ele precisa procurar a imprensa. Se não, fica parecendo que o Senado é composto de reféns”, afirmou.

Vanessa disse também que, caso Delcídio desminta publicamente a declaração, os jornais devem publicar a correção com o mesmo destaque dedicado à manchete original.

Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse não acreditar que a frase tenha sido inventada pela imprensa. Ela ponderou a possibilidade de a declaração fazer parte de uma manobra para pressionar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, que julgará a representação contra Delcídio.“Se for apenas uma ameaça para tentar intimidar o Conselho de Ética, é uma situação grave e inusitada. O que vale é a instituição e é por ela que nós devemos zelar. É preciso dar nome aos bois”, concluiu.

O senador estava preso desde novembro de 2015, por conta de gravações que o envolviam em suposta tentativa de fuga de Nestor Cerveró. De acordo com a decisão do ministro do STF, Teori Zavascki, que decidiu pela soltura do parlamentar, Delcídio deve cumprir prisão domiciliar nos horários em que não estiver no Senado.

O.P.Online

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