
Trabalhadores, aposentados, pensionistas, beneficiários do BPC e auxílio-doença receberão o salário mínimo com um novo valor a partir do dia 1º de janeiro. A quantia de R$1.412 foi definida nesta quarta-feira (27/12) pela equipe do Governo Federal. Apesar do aumento de 6,97%, um levantamento aponta que a remuneração básica no Brasil deveria girar em torno dos R$ 6.294,71.
Um outro estudo revela, ainda, o impacto desse reajuste nos cofres municipais em 2024. Segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios, o aumento resultará na ordem de R$ 4,33 bilhões para as reservas municipais.
As Prefeituras mais afetadas serão aquelas que possuem uma menor quantidade populacional. Isso ocorre porque as cidades menos populosas são as que possuem funcionários com remunerações próximas ao valor do salário mínimo, implicando aumento do gasto de pessoal decorrente do reajuste.
Confira os dados na tabela a seguir:
É válido informar que os Estados de Minas Gerais, Bahia e Ceará concentram o maior número de servidores municipais que recebem até 1,5 salários mínimos. Por outro lado, os três Estados com a menor concentração de servidores municipais que recebem até 1,5 salários mínimos são: Acre, Amapá e Rondônia.

Quanto deveria ser o valor do salário mínimo?
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula o preço da cesta básica de alimentos em 17 capitais do país. A partir desse quesito, o Dieese mensura qual seria o salário-mínimo ideal para os trabalhadores brasileiros.
O estudo leva em consideração despesas como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Ao levar em consideração cada um desses pontos, chega-se à conclusão de que o salário mínimo no Brasil deveria ser 4,4 vezes maior do que o preço atual.


