Desde que a morte de Isabelle Caracristi veio a público, questionamentos e especulações passaram a circular sobre a dinâmica da ocorrência e a atuação dos órgãos envolvidos na perícia. Entre os comentários, houve dúvidas sobre a chegada da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) ao local e a preservação da cena.
Diante das manifestações, o Sindicato dos Peritos Criminais do Ceará (Sindiperitos-CE) divulgou uma nota sobre o caso. A entidade afirmou acompanhar a circulação de informações, interpretações e especulações sobre a morte da universitária e defendeu a atuação técnica e responsável dos profissionais da perícia. O sindicato também repudiou os ataques direcionados aos peritos criminais e manifestou respeito à família de Isabelle.

Durante coletiva realizada nesta quarta-feira (23), a Pefoce esclareceu a sequência do atendimento e respondeu aos questionamentos sobre a chegada dos profissionais ao local. Segundo o perito-geral Júlio Torrres, a equipe foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), canal oficial que concentra as ocorrências da segurança pública no Ceará.
De acordo com a Pefoce, três peritos criminais estavam de plantão no momento do chamado. Um quarto profissional, que estava finalizando outra ocorrência na Região Metropolitana, se deslocou posteriormente para atender o caso.
O órgão informou ainda que a Polícia Militar do Ceará (PMCE) foi a primeira instituição a chegar ao local. Segundo a perícia, os policiais fizeram o isolamento da área onde o corpo foi encontrado e preservaram a cena antes do início dos trabalhos periciais.
Os esclarecimentos foram apresentados após a circulação de diferentes versões sobre a atuação da perícia no caso. A Pefoce reforçou que o acionamento ocorre por meio de um canal oficial e que as etapas do atendimento ficam registradas.

