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Síria reconquista cidade de Palmira das mãos do Estado Islâmico

A Rússia anunciou que o exército sírio, com apoio da aviação russa, reconquistou a cidade de Palmira, famosa por suas ruínas monumentais, das mãos do grupo Estado Islâmico (EI), que sofrem assim um novo revés militar.

Os extremistas assumiram o controle de Palmira – inscrita no Patrimônio Mundial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) – em maio de 2015 e destruíram os templos mais importantes, além de realizar execuções em massa no antigo anfiteatro. Foram expulsos da cidade em março de 2016, mas reconquistaram esse território em dezembro.

O ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, informou ao presidente Vladimir Putin que as forças sírias expulsaram os radicais do EI de Palmira, indicou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado por agências russas.

As forças governamentais sírias, apoiadas com tropas em terra e bombardeios aéreos russos, tentavam há várias semanas chegar a Palmira através do deserto da província de Homs, o que aconteceu na quarta-feira (1º).

Longe do front, Moscou acusou ontem o principal grupo da oposição síria de tentar “sabotar” as negociações de paz iniciadas em Genebra em 23 de fevereiro, mas estagnadas desde então. Cairo e Moscou se opõem ao regime sírio, mas são considerados próximos à Rússia.

Baixa importante

A organização extremistas Al-Qaeda confirmou ontem que seu “número dois”, Abu Jair al-Masri, morreu em um bombardeio da coalizão liderada pelos Estados Unidos na Síria.

Duas facções da organização confirmaram que Masri morreu durante o ataque de “um drone dos cruzados”.

Al-Masri, de 59 anos, era o genro de Osama bin Laden, fundador da Al-Qaeda, e sua morte representa um duro golpe contra a rede extremista e uma vitória para o novo governo do presidente Donald Trump.

D.N.

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