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Sudene acompanha avanço das obras da Transnordestina no Ceará

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) realizou uma visita técnica para acompanhar o avanço das obras da Ferrovia Transnordestina no Ceará. A comitiva percorreu trechos estratégicos do projeto, com inspeções presenciais nos lotes localizados nos municípios de Senador Pompeu e Caucaia, além de sobrevoos em áreas em execução em cidades como Quixeramobim, Quixadá, Itapiúna, Aracoiaba e Maranguape.

Foto: Reprodução

Com cerca de 1,2 mil quilômetros de extensão, a Transnordestina é considerada uma das principais obras de infraestrutura da região, com previsão de ligar o interior do Nordeste a portos estratégicos. A ferrovia tem potencial para reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da produção e impulsionar cadeias produtivas, especialmente nos setores de mineração, agronegócio e indústria de base.

A Sudene participa diretamente da viabilização do projeto por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), principal instrumento de financiamento de longo prazo para iniciativas estruturantes na região. A expectativa é de que sejam aplicados R$ 7,4 bilhões até 2027, dos quais R$ 6,5 bilhões já foram liberados. Além do aporte financeiro, a autarquia também integra a governança do empreendimento como acionista da Transnordestina Logística S.A., responsável pela execução das obras.

Durante a agenda, os técnicos avaliaram o andamento físico dos lotes, incluindo serviços de terraplenagem, construção de estruturas e implantação da via permanente. Os sobrevoos permitiram uma visão mais ampla da integração entre os trechos e dos desafios logísticos ainda existentes.

As obras estão em fase de aceleração, com todos os trechos da primeira etapa já contratados. Atualmente, 81% da ferrovia está concluída, restando cerca de 326 quilômetros. Um trecho de 580 quilômetros já está finalizado e em fase de comissionamento, com transporte de cargas como grãos, sorgo e calcário.

Considerada estratégica para a infraestrutura de transportes do Nordeste, a Transnordestina deve funcionar como um corredor logístico para escoamento da produção do semiárido até os portos de exportação, contribuindo para a redução da dependência do transporte rodoviário e para a atração de investimentos no interior da região. A previsão é de que a primeira fase do projeto seja concluída até 2027.

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