O espetáculo “Sucursal do Inferno”, escrito por Enrique Patrícius e Bruno Correia Lima e dirigido por Bruno Correia Lima, será apresentado em Fortaleza, no Teatro Morro do Ouro, anexo do Theatro José de Alencar. As sessões terão início às 19h, nos dias 21, 22 e 23 de maio.
A montagem da Cia Akasha de Teatro aborda o golpe militar de 1964 e os impactos do regime instaurado no Brasil, com destaque para os mecanismos de repressão empregados contra opositores políticos. A proposta do espetáculo é estimular uma reflexão sobre as consequências da ditadura e sua influência no cenário político e social contemporâneo.

Segundo o autor e produtor Enrique Patrícius, a peça busca discutir a permanência de discursos autoritários e a aceitação de soluções antidemocráticas por parte da sociedade brasileira. “O projeto é uma oportunidade de fazer as pessoas refletirem sobre todos esses acontecimentos e pensarem de que forma podemos contribuir para um país melhor, mais justo, sem preconceitos”, disse.
A narrativa também trata de temas como violência sexual, perseguição política e LGBTfobia, apontando como esses elementos foram utilizados como instrumentos de tortura moral e psicológica durante o regime militar. A obra estabelece um paralelo entre esse período histórico e o recrudescimento de discursos de ódio contra grupos minorizados nos últimos anos.
Sinopse
Isac, estudante universitário, preso por fazer oposição ao regime ditatorial, é castigado impiedosamente com torturas físicas e psicológicas; sofre uma tentativa de estupro por parte do delegado nas dependências do aparelho de repressão do regime militar. Não suportando o peso dos castigos físicos e humilhações, faz um acordo com seu algoz e, passa a ser um importante informante do regime, infiltrado nos movimentos estudantis, sociais e na agremiação política à qual pertence.
Ficha técnica
A realização é da Cia Akasha de Teatro. O texto é assinado por Enrique Patrícius e Bruno Correia Lima, que também responde pela direção. A produção é de Enrique Patrícius.

O elenco conta com Amenhotep Rodrigues, no papel do delegado; Vicente Anastácio, como Autarquia; e JP Rodrigues, interpretando Isac. O figurino é de Dami Cruz, que também divide a criação do cenário e dos adereços com Bruno Correia Lima. A assistência de direção é de Enrique Patrícius, que também assina o mapa de luz ao lado do diretor.
A comunicação de imprensa e mídias sociais é da Assertiva Comunicação. A fotografia é de Cezário Correa, com design gráfico e mídias sociais de Átila Thahim. A trilha original tem letra e música de Djacyr de Souza e o vídeo é de Chico Peres.
Serviço
Local: Teatro Morro do Ouro (Anexo do Theatro José de Alencar)
Datas: 21, 22 e 23 de maio de 2026
Horário: 19h
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Vendas: bilheteria do teatro e Sympla
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