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Terror com camadas, Sobrenatural 5 estreia nos cinemas (Crítica)

Dirigido por um dos protagonistas, Patrick Wilson (Watchmen), o último filme da franquia de Sobrenatural chega aos cinemas para que não só os fãs, mas também o público geral possa aproveitar uma boa história de terror.

Em meio a inúmeras franquias cinematográficas ativas no mercado, o que mais acontece é termos que assistir anteriormente vários filmes para aproveitar um novo lançamento, como este ano já aconteceu com Velozes e Furiosos, e também projetos do Marvel Studios. No entanto, Sobrenatural: A Porta Vermelha faz com que seu quinto e último filme possa muito bem ser aproveitado por alguém que nunca assistiu nenhum título anterior, como foi o meu caso.

O longa reconta a história e os conceitos do filme original para que os novos fãs entendam tudo o que acontece neste universo, fora ser uma boa recapitulação para os amantes antigos da franquia. Além disso, o filme consegue, por meio dessa recapitulação, dar mais profundidade aos seus personagens principais, fazendo com que eles sejam além de pessoas tentando sobreviver a assombrações, mas também um pai e um filho lidando com traumas do passado e tentando se reconectarem após estes eventos traumáticos.

Ao mesmo tempo, Sobrenatural: A Porta Vermelha não tenta ser aquele filme de terror que mostra um grande mal que pode ser um grande perigo mundial. O roteiro de Leigh Whannell (Jogos Mortais) e Scott Teems (Halloween Kills) deixa bem claro a inspiração no espiritismo, onde, particularmente, não acho que usa de estereótipos negativos para tentá-lo deixar assustador, pois, como disse anteriormente, o filme não é sobre isso, e sim sobre uma relação entre um pai e um filho, e traumas do passado.  

Contudo, estamos falando sobre um filme de terror, e, apesar de suas boas camadas, a direção de Wilson cumpre bem o papel para um projeto deste gênero. Jump scares não são detalhes que muito me impressionam, mas aqui há surpreendentes e inesperados sustos de pular a bunda da cadeira. Além do mais, como o clímax é montado de uma ótima maneira, principalmente quando lembramos há cenas do primeiro filme, podendo deixar tudo muito confuso, algo que não acontece. 

Ultimamente, filmes de terror estão tendo muitos mais momentos cômicos, apesar de a maioria não ser bem encaixada no tom do projeto. Contudo, Sobrenatural: A Porta Vermelha sabe usar isso bem, colocando apenas uma personagem, interpretada por Sinclair Daniel (The Other Black Girl), com esse objetivo e sem parecer desencaixada e forçada.

Por fim, Sobrenatural: A Porta Vermelha, assim como Pânico 5, é um ótimo revival para uma franquia de terror. No entanto, o filme da Blumhouse se torna superior por dar camadas aos seus personagens, ter uma direção mais engenhosa e em seu final ter uma mensagem sobre como não tem como fugir de seu passado, mas, ao mesmo tempo, você não pode se prender a ele. Além do mais, toda franquia precisa terminar, e esta criada em 2010, para mim que começou a conhecê-la, soube se encerrar de ótima maneira.  

Nota: 8,5/10

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