
Uma operação do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE), em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e a Polícia Federal, resgatou quatro trabalhadores que viviam em situação análoga à escravidão, em Aquiraz, município a 32 km de Fortaleza. As vítimas tem idade entre 28 e 44 anos e trabalhavam na construção civil.
Segundo informações do chefe da fiscalização do trabalho no Ceará, Daniel Arêa, os trabalhadores residiam em Caucaia e há dois meses foram chamados para trabalhar na construção de um posto de combustível. Eles viviam num galpão que era usado para criação de frangos, que estava desativado e numa condição precária de higiene. Foram identificadas também instalações elétricas inadequadas e o armazenamento de materiais inflamáveis.

A estrutura do galpão estava completamente comprometida e o risco de desabamento era iminente. Os trabalhadores não tinham acesso ao banheiro e faziam suas necessidades fisiológicas numa região de vegetação próxima, o que contribuía para a proliferação de insetos e exposição direta a vários tipos de doença.
O proprietário da obra, que não foi encontrado na ocasião, responderá por, ao menos, 26 autos de infração em decorrência das irregularidades trabalhistas. O caso será enviado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal após a conclusão da fiscalização.

De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho, os empregados receberam aproximadamente R$ 18 mil pelo tempo de serviços prestados e terão direito a três parcelas do seguro-desemprego especial, que é destinado a trabalhadores submetidos a condições insalubres. Os quatro resgatados receberão acompanhamento nos órgãos da rede de proteção social.


