Os Estados Unidos estão abertos à ideia de realizar operações militares conjuntas com a Rússia contra os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria – declarou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer.
O anúncio do Executivo americano foi feito depois de um desmentido do Pentágono sobre uma “operação conjunta” na Síria, divulgada em Moscou.
“Se há um meio para combater o Estado Islâmico com qualquer país, seja a Rússia ou seja outro, e se compartilhamos um interesse nacional sobre a questão, então, claro que somos a favor”, afirmou Spicer em sua primeira coletiva sob a Presidência de Donald Trump. “O presidente disse muito claramente que trabalhará com todo país que compartilhar nossos interesses na derrota do EI”, insistiu.
“Tratar-se de nos assegurarmos de que (os países) levarão os interesses americanos em conta no que fazem. Não vamos nos aliar a certas pessoas sob o pretexto de querer derrotar o EI, se os interesses americanos não fizerem parte de suas prioridades”, completou.
Ontem mais cedo, o Exército russo anunciou que lançou bombardeios aéreos contra o EI na Síria, coordenados com os Estados Unidos. O Pentágono negou o que Moscou chamou de “operação conjunta”.
Fora do acordo
Donald Trump assinou ontem a ordem executiva para tirar os Estados Unidos do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), assinado por seu antecessor, Barack Obama, para formar a maior área de livre-comércio do mundo. Esse tratado, concebido como um contrapeso à influência crescente da China, foi assinado em 2015 por 12 países da região Ásia-Pacífico, mas não entrou em vigor.
A Casa Branca advertiu Pequim, de que os Estados Unidos defenderão “os interesses internacionais” no Mar da China Meridional e que o comércio deve ser “uma via de mão dupla”.
Ontem foi um dia agitado para Trump. Ele conversou com seu contraparte egípcio, Abdel Fatah Al Sisi, e assegurou-lhe que está disposto a continuar com a assistência militar dos Estados Unidos ao Egito, informou o porta-voz da Casa Branca.
Sem espanhol
O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Alfonso Dastis, lamentou ontem a eliminação da versão em espanhol da página da Casa Branca na internet, após a chegada do novo presidente.
Segundo o porta-voz Sean Spicer, porém, a equipe de Donald Trump está trabalhando para reconstruir o site oficial da Casa Branca, incluindo sua página em espanhol.
“Continuamos trabalhando para a reconstrução do site em várias áreas e nessa área. O pessoal de tecnologia está trabalhando dia e noite para ter tudo pronto o quanto antes”, disse.
No fim de semana, foram retiradas as seções referentes à política do governo anterior para a comunidade LGBT e para mudança climática. Os links para acompanhar os atos do presidente ao vivo também sumiram.
D.N.


