
Depois de meses de especulações, mistérios, eventos e entrevistas, finalmente começa neste domingo a campanha eleitoral.
Durante os próximos 49 dias, eleitores de todo o país vão acompanhar debates, ouvir propostas e conhecer melhor os candidatos que disputam os votos.
O jogo da democracia tem alguma coisa de futebol. Tem líder, tem craque, tem torcida. Tem quem comanda e quem é comandado. Tem cores, músicas, festa e, claro, muita estratégia.
As pesquisas ajudam quem não acompanha a política de perto a identificar os favoritos. Assim como no futebol, o jogo democrático também tem jornalistas e analistas para esmiuçar as estratégias, avaliar os times e tentar antecipar os resultados.
E essa disputa tem algo de campeonato de pontos corridos, em que cada movimento pode fazer diferença, mas também guarda um pouco do mata-mata, porque, no fim, pode haver segundo turno.
O eleitor pode encontrar um jogador veterano, admirado em um clube, agora defendendo o maior rival. Pode ter o atual campeão tentando o bicampeonato, cercado de estrelas. Pode ter a zebra.
Pode ter o time mais carismático. Pode ter favorito tropeçando e azarão crescendo na reta final.
São 49 dias de disputa, dez a mais do que durou a última Copa do Mundo. Mas, diferente do futebol, aqui não existe árbitro para decidir a partida, nem torcida para escolher o campeão.
Não basta ter grandes jogadores, ser um ídolo, ter a melhor música, fazer a maior festa ou montar o time mais estrelado.
Tudo isso ajuda. Mas, no fim, a decisão não está com os comentaristas, com as pesquisas ou com a torcida.
Está entre o eleitor e a urna.

