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Vacinação contra dengue é ampliada no Ceará

O Ceará está ampliando sua campanha de imunização contra a dengue e a nova fase abrangerá 23 novos municípios, aumentando para 27 o total de cidades cearenses envolvidas na vacinação. No entanto, ainda não foi estabelecida uma data oficial para o início da vacinação nessas localidades.

O público-alvo da campanha são crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Até o momento, apenas Fortaleza, Itaitinga, Eusébio e Aquiraz haviam administrado doses da vacina contra a dengue. Para essa etapa da vacinação, o Ceará receberá um adicional de 11.349 doses do imunizante, que serão distribuídas entre os municípios listados.

Acopiara Crato Potengi
Altaneira Deputado Irapuan Pinheiro Quixelô
Antonina do Norte Farias Brito Salitre
Araripe Iguatu Santana do Cariri
Assaré Jucás Saboeiro
Campos Sales Mombaça Tarrafas
Cariús Nova Olinda Várzea Alegre
Catarina Piquet Carneiro
Vacinação contra dengue amplia no Ceará
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Cenário da Dengue no Ceará

Os índices de dengue no Ceará estão significativamente baixos em comparação com o cenário nacional, conforme apontado por dados da Secretaria de Saúde do estado. De janeiro a abril, foram confirmados apenas 2.641 casos de dengue e um óbito causado pela doença.

Antônio Lima Neto, secretário Executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, destacou alguns fatores que contribuem para essa situação. Ele mencionou que, nos últimos anos, a transmissão de dengue no Ceará e em toda a região Nordeste tem sido historicamente baixa, em contraste com outras partes do Brasil.

Neto explicou que essa tendência se tornou ainda mais evidente após a pandemia de Covid-19, com várias epidemias de dengue registradas no Centro-Sul do país. Uma das possíveis causas desse fenômeno é a disseminação do mosquito Aedes aegypti para outras regiões, associada ao aquecimento global.

Atualmente, os sorotipos 1 e 2 da dengue são os mais prevalentes no Ceará, o que contribui para o baixo número de casos devido à imunidade adquirida pelas pessoas que foram infectadas anteriormente. No entanto, Neto ressaltou que não se deve falar em imunidade de rebanho ou coletiva neste contexto.

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