O vice-prefeito de Várzea Alegre, Dr. Fabrício (PSB), entrou com um mandado de segurança contra o prefeito Zé Helder (MDB) nesta segunda-feira (27/05), alegando que seu gabinete está sendo esvaziado administrativamente. Na última quinta-feira (23/05), Dr. Fabrício anunciou o fechamento do prédio onde trabalhava, após uma série de cortes e reduções de recursos.
A situação começou a se agravar em fevereiro, quando a administração municipal reduziu pela metade o fornecimento de combustível para o veículo da vice-prefeitura, que anteriormente recebia mil litros. Em março, o fornecimento foi completamente interrompido e Dr. Fabrício afirma que foi informado da decisão apenas através de uma mensagem no WhatsApp do responsável pelos abastecimentos.
Além do combustível, materiais de limpeza e de expediente, como papel, café e água mineral, também foram cortados. Esses itens eram fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde ao gabinete do vice-prefeito há sete anos. Em 23 de maio, a responsável pela distribuição comunicou, novamente via WhatsApp, que o fornecimento seria cancelado.

O gabinete do vice-prefeito também perdeu membros de sua equipe. Anteriormente, contava com uma supervisora de núcleo, uma coordenadora especial, um assistente de expedientes, um assessor de relações comunitárias e uma auxiliar de serviços gerais. A auxiliar de serviços gerais foi realocada para outra secretaria em maio do ano passado e Dr. Fabrício passou a pagar uma diarista com recursos próprios. Em março deste ano, o assistente de expedientes e o assessor de relações comunitárias foram instruídos a retornar às suas secretarias de origem sem aviso prévio.
A Associação dos Vice-Prefeitos do Estado do Ceará (Aviprece) manifestou apoio a Dr. Fabrício, emitindo uma nota de repúdio. A Aviprece considerou os cortes uma afronta ao vice-prefeito e um desrespeito à população. A entidade exigiu que o prefeito restabelecesse imediatamente os recursos e ameaçou tomar medidas legais para garantir o pleno exercício das funções do vice-prefeito.
O prefeito Zé Helder, por sua vez, declarou em uma entrevista que não há intenção de cortar recursos do gabinete do vice-prefeito. Ele explicou que a reorganização dos materiais foi necessária para melhor controle e que Dr. Fabrício deveria solicitar os materiais oficialmente ao gabinete do prefeito. Na oportunidade, Zé Helder acusou Dr. Fabrício de não seguir os procedimentos corretos e de não compreender a reorganização.
Dr. Fabrício, por outro lado, afirma ser vítima de perseguição política por ter decidido se lançar como pré-candidato a prefeito em uma chapa adversária à apoiada por Zé Helder, que apoia seu sobrinho, Flávio Filho (MDB). Ele descreveu a situação como resultado de “ciúmes políticos” e reforçou seu compromisso em buscar justiça para garantir que seu gabinete funcione plenamente.
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