O vírus sincicial respiratório (VSR), tradicionalmente associado a casos infantis, tem se consolidado como uma das principais causas de complicações graves em adultos no Brasil, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades. De acordo com especialistas, o vírus está entre os principais responsáveis por pneumonia e internações nessa faixa etária.
A estimativa é que um em cada quatro adultos infectados desenvolva pneumonia. Dados da Fiocruz mostram que o VSR liderou os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave no primeiro semestre dos últimos três anos no país, alcançando 45,5% dos casos em 2025.
Apesar da relevância, o desconhecimento ainda é elevado. Pesquisa da GSK indica que 71% dos brasileiros com mais de 50 anos e doenças crônicas não sabem que existe vacina contra o vírus. Além disso, 37% relatam nunca ter recebido recomendação médica para imunização.

O diagnóstico em adultos é dificultado por sintomas pouco específicos, como confusão mental, letargia e desidratação, o que contribui para subnotificação. Segundo o Ministério da Saúde, 58% dos casos graves de doenças respiratórias em pessoas com 50 anos ou mais não têm o agente causador identificado.
O risco de complicações é maior entre idosos e pacientes com doenças crônicas, como problemas cardíacos, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, diabetes e obesidade. A infecção também pode agravar quadros preexistentes e aumentar o risco de eventos cardiovasculares.
A vacinação é apontada como principal forma de prevenção. Estudos indicam redução de até 76% nas hospitalizações e 63% nos eventos cardiovasculares graves. No Brasil, estão disponíveis as vacinas Arexvy e Abrysvo, ambas aplicadas em dose única.
Os imunizantes, no entanto, estão disponíveis majoritariamente na rede privada, com custo entre R$ 900 e R$ 1.600. No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina da Pfizer é oferecida apenas para gestantes.
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