Nesta terça-feira (27/12) a sessão que analisaria o relatório da CPI contra o prefeito de Potengi, Edson Veriato (PT), foi cancelada por falta de quórum. Na ocasião, o texto com supostas acusações de irregularidades cometidas pelo gestor seria lido e votado, mas a maioria dos vereadores abandonou a sessão antes mesmo do seu início.
A expectativa era que o afastamento do prefeito fosse aprovado na oportunidade, o que não ocorreu por haver apenas três parlamentares presentes. O número é abaixo do mínimo necessário de dois terços dos membros da Câmara Municipal, que possui nove vereadores.

A CPI contra o gestor foi instaurada para constatar uma licitação que teria desfavorecido a empresa A.C de Oliveira Pedrosa, que presta serviços de engenharia. A instituição é ligada ao empresário Salviano Alencar, que vem se articulando em parceria com o vice-prefeito Humberto dos Barreiros (PP) e um grupo de vereadores para cassar o mandato de Edson.
Segundo Luciano Daniel, advogado de defesa do prefeito, os parlamentares da oposição decidiram abandonar a sessão após constatarem que não havia votos o suficiente para aprovar o afastamento do gestor. “Eu gostaria que fosse registrado em ata que a forma e o proceder desses vereadores que se ausentaram injustificadamente caracteriza-se crime de responsabilidade e de prevaricação”, declarou.


