Enfermeira e funcionária pública são presas por encomendar morte de um homem

Nesta terça-feira (07/06) uma enfermeira e uma funcionária pública foram presas por terem encomendado a morte de um homem, padrasto e companheiro de ambas, respectivamente. O esquema foi descoberto pela Polícia Civil, que cumpriu os mandados de prisão preventiva de Maria Antonelda Barbosa da Silva e da filha Kilvya Maria Barbosa Fernandes, em Horizonte, a 43 km de Fortaleza.

Segundo a polícia, Luís Carlos Lira Maciel foi assassinado a tiros em Quixeramobim, a 246 km de Fortaleza, após um plano arquitetado pelas mulheres. Kilvya teria inventado uma pane elétrica em seu carro para atrair o padrasto até o local. Ao chegar no trecho da CE-060 o homem foi surpreendido por disparos de arma de fogo.

“Todos os motivos do homicídio são financeiros. Kilvya Mara é uma estelionatária contumaz, que faz contratos em nome de outras pessoas, inclusive de familiares e colegas de trabalho. Para tentar acobertar esses crimes, ela fez com que matassem Luís Carlos”, explica o delegado João Alberto.

Polícia Civil efetua a prisão de mãe e filha por encomendarem morte de homem
Foto: Reprodução

 

Detalhes da investigação da morte que culminaram na prisão

O crime começou a ser desvendado quando após o depoimento de um policial e o auxílio das câmeras do Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) foi identificada a presença de Kilvya no local do crime momentos antes do assassinato. A polícia também comprovou que naquele mesmo dia a enfermeira havia passado pela estrada várias vezes.

Em depoimento, a princípio a então suspeita negou sua participação no crime, mas confessou ter encomendado a morte de seu padrasto há cerca de um mês. Durante esse período o homem contratado para cometer o homicídio havia tentado matar Luís Carlos três vezes.

De acordo com Kilvya, sua mãe, Maria Antonelda, vivia um relacionamento abusivo onde era explorada financeira e sexualmente pelo seu companheiro. A funcionária pública confirmou a versão e admitiu que também participou da elaboração do crime.

A investigação policial, porém, descartou essas supostas motivações e seguiu por outra linha de raciocínio. O autor do crime, identificado como Francisco Claudenir da Silva Gomes, está foragido com o mandado de prisão em aberto.

 

 

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