Desde 2016 a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) acusa os engenheiros Fernando Gadelha, Gentil Maia Lima, Iran Farias e Delano Gondim de terem levado a empresa a pagar por serviços não executados em obra de saneamento realizada na cidade de Tauá, a 340 km de Fortaleza. A princípio foi iniciado um processo administrativo e, atualmente, existe um processo judicial ajuizado pelos empregados em questão.

Os quatro profissionais foram acusados pela empresa e chegaram a ser demitidos, em 2019. No entanto, os engenheiros tinham documentos e registros de todo o trabalho executado que comprovam que a Cagece está, na verdade, devendo à Construtora que realizava a obra.
Em recente desdobramento do caso, uma perícia técnica foi realizada e comprovou a inocência dos engenheiros. Através desse laudo as acusações da empresa em relação ao trabalho realizado pelos profissionais são refutadas.
Segundo o gerente de obra e gestor do projeto, Gentil Lima, houve um equívoco no orçamento elaborado para a realização do procedimento. “Não estava previsto nem um terço do orçamento real para a realização desta obra. O projeto é de 2008, mas só liberaram a autorização para iniciarmos a escavar em 2013. Durante todo este tempo a cidade de Tauá mudou e todos os quantitativos do projeto estavam fora da realidade que encontramos”.
O fato foi confirmado e documentado no laudo da perícia, que foi assinado pelo perito judicial Marcelo Sabino de Souza com o auxílio do engenheiro Paulo Henrique Morais do Nascimento. Porém, a Cagece segue tentando entrar com recurso para invalidar a perícia.

Os funcionários da Cagece comunicaram todas as modificações à cadeia de Gestão e a Diretoria decidiu pelo andamento da obra. Inclusive foi emitida uma ordem de reinício, mas depois o documento foi cancelado por “decisão administrativa”.


