O Dia Mundial da Alfabetização, celebrado no dia 8 de setembro, chamou a atenção para a importância da educação no papel do desenvolvimento social. A data, no entanto, abriu margem para outra reflexão: o nível de analfabetismo funcional no Brasil.
Atualmente, cerca de 617 milhões de jovens no mundo não conseguem realizar operações de matemática, bem como não conseguiram desenvolver a aprendizagem na leitura. Além deste, outro grupo possui características preocupantes: pessoas que não conseguem interpretar frases, textos ou parágrafos curtos, e que também não realizam operações matemáticas simples, estão no conjunto dos analfabetos sociais.
Este indivíduo não é necessariamente aquele que não frequentou a escola ou que parou de estudar. Segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), 13% da população brasileira que concluiu o Ensino Médio estão no grupo dos Analfabetos Funcionais.
As altas taxas de analfabetismo funcional estão mais presentes em áreas rurais e entre os mais pobres. Ainda de acordo com este índice, a cada dez pessoas no Brasil, três delas não conseguem escrever, ler e interpretar textos simples corretamente.
Em publicação nas redes sociais no Dia Mundial da Alfabetização, o ministro Camilo Santana afirmou que a pasta não poupará investimentos para combater os dados de analfabetismo no Brasil. “Não esqueçamos de que investir em nossas crianças, hoje, é construir nosso futuro como nação soberana“, definiu.
Em evento realizado no município de Goiás, Camilo falou especificamente dos analfabetismos funcional e digital, e ressaltou o seu desejo de oportunizar uma Educação de qualidade aos brasileiros. “Precisamos acabar com o analfabetismo funcional e também com o analfabetismo digital. É fundamental que eles tenham esse nível educacional”, destacou.


