O uso de DNA tem se consolidado como ferramenta central na investigação criminal e na identificação de pessoas desaparecidas no Ceará. Vestígios biológicos coletados em cenas de crime, como sangue, saliva e outros materiais, são analisados pela perícia e inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), que já reúne 18.425 perfis do estado, integrados à rede nacional.
Esse cruzamento de dados permite relacionar crimes distintos, identificar suspeitos e localizar desaparecidos. Atualmente, a coleta de DNA ocorre tanto em locais de crime quanto em presídios, sendo obrigatória para pessoas condenadas.

O Ceará lidera o ranking nacional de identificação de desaparecidos, segundo relatório de 2025 da Rede Integrada de Perfis Genéticos. Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, foram registradas 28 identificações por meio de comparação genética, além de nove correspondências envolvendo condenados.
O avanço é impulsionado por investimentos em tecnologia e capacitação. Desde 2025, a Perícia Forense do Estado utiliza um analisador genético de alta capacidade, capaz de processar até 384 amostras simultaneamente. Além disso, cursos de formação têm sido promovidos para atualizar agentes de segurança sobre novas metodologias.
O banco genético também realiza comparações automáticas semanais entre perfis, o que tem permitido solucionar crimes e identificar padrões criminosos em diferentes estados. A expectativa é de ampliação desse sistema, especialmente após a nova legislação que tornou obrigatória a coleta de DNA para todos os crimes.
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