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Ceará registra redução da pobreza, mas segue entre os menores índices do país

Dados do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) mostram que o Ceará teve movimentos distintos em indicadores econômicos entre 2024 e 2025. A plataforma reúne 228 indicadores das 27 unidades da Federação, distribuídos em 12 temas. No estado, a abertura de empresas cresceu aproximadamente 27%, passando de pouco mais de 1,2 milhão para mais de 1,5 milhão. O número de negócios encerrados também aumentou, de cerca de 801 mil para 894 mil, uma alta de aproximadamente 12%. 

Outro indicador analisado foi a renda domiciliar per capita, que considera os rendimentos recebidos e o número de moradores dos domicílios. No Ceará, o valor subiu 18%, de R$ 1.260, em 2024, para aproximadamente R$ 1.380, em 2025. Mesmo com o avanço, o estado permaneceu entre os três menores resultados do país, à frente apenas do Acre, com R$ 1.370, e do Maranhão, com R$ 1.230. No ano anterior, o Ceará ocupava a penúltima posição nacional. 

Ceará registra redução da pobreza, mas segue entre os menores índices do país
Foto: Vecteezy

Em relação à pobreza, houve redução tanto no número de pessoas em situação de extrema pobreza quanto entre aquelas classificadas como pobres. O primeiro grupo passou de 687.874 para 584.934 pessoas, fazendo a proporção recuar de 7,4% para 6,3% da população. Já o contingente em situação de pobreza diminuiu de 2,2 milhões, ou 23,9% dos cearenses, para 1,9 milhão, equivalente a 21,5%. 

Já no mercado de trabalho, a participação de pessoas ocupadas entre 18 e 29 anos com rendimento de até um salário mínimo caiu de 69,2%, em 2024, para 66,8%, em 2025. A proporção de ocupados com renda no domicílio teve pouca alteração, passando de 57% para 56,4%. Na área fiscal, o Ceará mantém nota A na Capacidade de Pagamento (CAPAG) desde 2023 e recebeu classificação A+ em 2024, 2025 e 2026. 

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