Um projeto desenvolvido por 35 estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Maria Iracema Uchoa Sales, em Umirim, está entre os dez finalistas do Prêmio Miniempresa Brasil 2026. Os alunos criaram um esfoliante corporal artesanal a partir do reaproveitamento de borra de café, resíduo que passou a ser utilizado como matéria-prima para o produto.

A iniciativa, chamada Acquare S.A./E, representa o Ceará na etapa nacional da competição promovida pela Junior Achievement Brasil. A final será realizada de 7 a 12 de outubro, durante o Findinexa Brasil, em Luís Correia, no Piauí.
Os estudantes participarão de uma feira de Miniempresas e terão até três minutos para apresentar o negócio a uma banca de jurados. O esfoliante é produzido com borra de café, hidratante neutro e óleo de coco, comercializado em embalagens de 150 ml. A proposta também prevê logística reversa, com possibilidade de devolução da embalagem após o uso em troca de desconto em uma nova compra.

Durante o Programa Miniempresa, os alunos tiveram contato com diferentes áreas de uma empresa, como Recursos Humanos, Produção, Marketing e Finanças. A classificação para a final considerou aspectos como solução desenvolvida, proposta de valor, resultados, impacto, gestão, sustentabilidade e aprendizados. Além do Ceará, estão na disputa equipes de Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
A iniciativa é desenvolvida pela Junior Achievement Ceará, que mantém parceria com a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) desde 2017 para ações de educação empreendedora na rede pública. Segundo a organização, já foram contabilizadas mais de 860 mil experiências de aprendizagem no Estado, com participação de cerca de oito mil voluntários em 202 escolas de 115 municípios.
Para os estudantes, a classificação representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido em sala de aula. “Saber que a Acquare vai representar o Ceará em uma competição nacional mostra que todo o nosso esforço e dedicação estão valendo a pena”, afirma Lara Luzia Sales Gonzaga, de 16 anos.

Já Maria Jennifer de Sousa Brito, de 15 anos, destaca que a criação do produto permitiu aprender sobre criatividade, organização e trabalho em equipe. “Criar a Acquare foi uma experiência muito especial. Nossa ideia surgiu quando toda a sala se uniu para enxergar novas possibilidades em algo que seria descartado. (…) Um dos aprendizados que mais me marcou foi perceber que uma boa ideia só ganha vida quando existe união, dedicação e coragem para acreditar nela”, pontua.
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