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Óculos inteligentes entram na lista de aparelhos proibidos na cabine de votação

Os eleitores não poderão entrar na cabine de votação das Eleições 2026 usando óculos inteligentes com recursos de gravação, comunicação ou transmissão. Embora esses dispositivos não sejam citados nominalmente na resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a regra alcança qualquer equipamento capaz de registrar, transmitir ou divulgar a escolha feita na urna. 

A proibição tem como objetivo preservar o sigilo do voto e se aplica a aparelhos como celulares, câmeras, filmadoras e equipamentos de radiocomunicação. Em orientações divulgadas em setembro, o TSE também incluiu entre os dispositivos proibidos os óculos inteligentes com câmera, além de relógios e pulseiras conectadas, câmeras corporais, microcâmeras e outros objetos com recursos semelhantes. 

Óculos inteligentes entram na lista de aparelhos proibidos na cabine de votação
Foto: Bloomberg

Na prática, o eleitor deverá deixar o equipamento desligado e fora da cabine, no local indicado pela Mesa Receptora de Votos. A determinação vale mesmo quando o aparelho não estiver sendo utilizado. O celular, por exemplo, pode ser apresentado para identificação por meio do e-Título, mas precisa ser deixado no espaço indicado antes da votação. 

Caso o eleitor se recuse a entregar o aparelho vetado, a votação não será autorizada naquele momento. A ocorrência deverá ser registrada em ata e a força policial poderá ser acionada, se necessário. A medida busca evitar que a tela da urna seja fotografada, filmada ou transmitida e também impedir o uso dessas imagens como comprovação da escolha em situações de compra ou pressão sobre eleitores. 

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