
O custo de vida continua pesando no bolso dos brasileiros. Foi o que revelou um dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em números divulgados nesta terça-feira (12/05). A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, registrou alta de 0,67% em abril. Esse foi o maior resultado para o mês desde 2022, quando o índice havia avançado 1,06%.
Com isso, o acumulado dos últimos 12 meses subiu para 4,39%, acima dos 4,14% observados em março. Entre os principais responsáveis pela alta estão os grupos de saúde e cuidados pessoais, pressionados especialmente pelo reajuste autorizado nos preços dos medicamentos, além dos aumentos em produtos de higiene.
Os alimentos também continuam influenciando o orçamento das famílias, mantendo a percepção de encarecimento em itens essenciais do cotidiano. Apesar de alguns itens terem ajudado a conter uma aceleração ainda maior da inflação, como a queda no preço das passagens aéreas, o resultado reforça o desafio de manter a inflação sob controle em um cenário de juros elevados.
Preço dos alimentos tem impacto direto no custo de vida
Em Fortaleza, por exemplo, a capital do Ceará registrou a segunda maior alta do país no valor da cesta básica em abril de 2026, de acordo com levantamento divulgado nesta pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O custo dos alimentos essenciais aumentou 5,46%, percentual inferior apenas ao observado em Porto Velho, em Rondônia, onde a variação foi de 5,60%.
Na prática, o conjunto de produtos básicos passou de R$ 727,90 em março para R$ 767,67 em abril. Conforme o Dieese, o avanço foi provocado principalmente pela elevação dos preços do tomate, da carne bovina e do feijão. Além do impacto no orçamento, o levantamento aponta que foram necessárias 104 horas e 11 minutos de trabalho para adquirir os alimentos básicos
Para a economia, o resultado de abril evidencia que, embora o país siga em trajetória de crescimento, o controle dos preços permanece como uma das principais preocupações de famílias, empresas e autoridades econômicas.
Ainda de acordo com o Dieese, para uma família de quatro pessoas, o salário mínimo ideal para atender às principais necessidades giraria em torno de R$ 7.612,49, 4,7 vezes maior do que o R$ 1.621 pago atualmente.


