Por Yuri Silva
Nesta quinta-feira (22/04) é comemorado o Dia da Terra, data perfeita para a conscientização a respeito da responsabilidade social que todos nós temos com o planeta. O dia contou com a realização de um encontro da Cúpula de Líderes sobre o Clima, onde os representantes de países de todo o mundo estabelecem metas e desafios a serem cumpridos para um desenvolvimento sustentável.
Conversamos com o doutor em Geografia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Fabio Matos, para saber mais sobre os perigos e os cuidados que a humanidade deve levar em conta, afim de garantir um futuro sustentável aos nossos filhos, netos, e assim por diante.

E este futuro é justamente a problemática mais discutida quando falamos em sustentabilidade. Fábio explica que “a manutenção de atividades potencialmente prejudiciais ao ciclo natural do planeta trazem a problemática de não possibilitar que as gerações futuras tenham o direito a um mundo equilibrado e equitativo socioambientalmente”.
Algumas das ações do homem que inviabilizam um futuro promissor para os mais jovens e os que ainda vão chegar ao mundo estão conectadas com a exploração dos recursos naturais, de forma irregular. O uso excessivo de plástico, a mineração e a exploração das florestas, por exemplo, são temas universais que impactam toda a população mundial.
E, de acordo com Fabio, ações de combate e prevenção às mudanças catastróficas no planeta é o que não falta, mas o compromisso de governos e da própria sociedade é o maior desafio. “Algumas ações são possíveis de serem vislumbradas, como o desenvolvimento de ações públicas e privadas que levem em consideração o respeito à natureza, afirma.
Hoje, na Cúpula de Líderes sobre o Clima, o presidente Bolsonaro se comprometeu em atingir a neutralidade zero de emissões de gases de efeito estufa no país, até o ano de 2050. “Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”, declarou o chefe do executivo.

A modernidade também é aliado no combate às mudanças climáticas. “Há também a possibilidade de elaboração de programas e instrumentos legais que possibilitem um maior comprometimento da sociedade e Estado na conservação do meio ambiente, além do desenvolvimento e disseminação de tecnologias mais sustentáveis”, declara Fabio.
Não há dúvidas de que a Terra é o lar de todos, onde os efeitos da devastação é sentido em cada parte do planeta. É um árduo trabalho que temos pela frente, mas se as diversas campanhas de conscientização que não é hora de perder a esperança.


