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ICMBio inicia novo ciclo de conservação para proteger tatu-bola

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) dará início a um novo ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Tamanduá-bandeira, Tatu-canastra e Tatu-bola (PAN Tatá). O foco é o fortalecimento das ações de proteção das espécies ameaçadas. Entre elas está o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), atualmente classificado como vulnerável à extinção.

Espécie exclusiva da fauna brasileira, o tatu-bola ocorre nos biomas Caatinga e Cerrado e enfrenta ameaças relacionadas ao desmatamento, à degradação ambiental e à perda de habitat natural. Dados do PAN Tatá indicam que o animal perdeu cerca de 50% de sua área original de ocorrência nas últimas décadas.

O tatu-bola ganhou projeção internacional ao inspirar o mascote Fuleco, da Copa do Mundo de 2014. Antes disso, a espécie já integrava ações de conservação desenvolvidas pela Associação Caatinga, organização da sociedade civil que atua na preservação do bioma.

ICMBio inicia novo ciclo de conservação para proteger tatu-bola
Foto: Divulgação

Segundo a entidade, a mobilização para transformar o animal em símbolo do Mundial teve como objetivo ampliar a visibilidade da Caatinga e chamar atenção para a conservação das espécies ameaçadas. A proposta surgiu a partir das atividades realizadas na Reserva Natural Serra das Almas, localizada entre Ceará e Piauí, considerada uma das áreas onde a espécie ainda pode ser encontrada na natureza.

O comportamento do tatu-bola, que se enrola completamente como mecanismo de defesa, também contribuiu para a escolha do mascote da competição. À época, a campanha ganhou repercussão nas redes sociais e ampliou o debate sobre preservação ambiental e proteção da fauna brasileira.

Mais de uma década após a realização da Copa do Mundo, especialistas seguem alertando para os impactos da degradação ambiental sobre a espécie. “Ver o tatu-bola novamente no centro das discussões ambientais é fundamental para reforçar a urgência da conservação da espécie. Apesar de toda a visibilidade conquistada nos últimos anos, o animal continua ameaçado pela perda de habitat e pela degradação da Caatinga e do Cerrado. Proteger o tatu-bola é também proteger a biodiversidade brasileira e os ecossistemas onde ele vive”, destaca Daniel Fernandes, diretor-executivo da Associação Caatinga.

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