O presidente Lula anunciou, no final da manhã desta quarta-feira (6), os dois desembargadores indicados para o pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O cearense Teodoro Silva Santos foi o primeiro indicado. Único nordestino a integrar a disputa, Teodoro Silva é desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará e ganhou o apoio massivo de políticos da região nos últimos dias. Seu nome também contou com a defesa do ministro da Educação, Camilo Santana, e do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
O governador Elmano de Freitas parabenizou o desembargador Teodoro, ao vivo, durante a conversa com a população pelas redes sociais. “Nós tivemos o orgulho e a honra de ter mais um cearense integrando o STJ. O presidente Lula confirmou a indicação do cearense Teodoro Silva Santos e eu quero parabenizar, e tenho certeza que ele vai honrar a magistratura brasileira”.

Teodoro Silva Santos é natural de Juazeiro do Norte e bacharel em Ciências Jurídicas, mestre e doutor em Direito Constitucional. Entrou no Tribunal de Justiça em 29 de abril de 2011, pelo Quinto Constitucional, em vaga reservada ao Ministério Público, onde passou 18 anos como promotor de Justiça e procurador de Justiça.
A Rede ANC antecipou que o cearense estava entre os escolhidos.
Outra vaga
José Afrânio Vilela é mineiro e integra o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Teve o apoio de peso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Segundo o TJMG, Afrânio Vilela nasceu em Ibiá, Minas Gerais, e tem 62 anos. O magistrado formou-se em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia, em 1985, e ingressou na magistratura em 1989, passando pelas Comarcas de Resende Costa, Bom Sucesso, Contagem e Belo Horizonte. Em 2005, foi promovido ao cargo de desembargador.
Antes de ser escolhido por Lula, o magistrado já havia integrado a lista tríplice para o STJ em 2013 e em 2015.
A posse dos novos ministros ainda não foi marcada pelo STJ.


