
Segundo o último levantamento feito pela Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), mais da metade dos 184 municípios cearenses (51,7%) ainda não reajustaram o piso nacional dos professores. Por outro lado, pelo menos seis prefeituras recomendaram reajustes, porém, inferior ao definido em Janeiro pelo Ministério da Educação e que, ainda, enfrentam impasses com a categoria profissional.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos lotados nas Secretarias de Educação e Cultura do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, alguns municípios estariam ainda se recusando a dar o aumento mínimo ou congelando progressões de carreira. Já a presidente da Fetamce, salienta que os professores há dois anos vem sofrendo com o congelamento salarial em função da pandemia da Covid-19. Em alguns casos, professores são perseguidos por lutar por um direito justo.
Itapipoca, Maranguape, Beberibe, Morada Nova, Maracanaú e Iguatu foram os seis municípios que ofereceram reajuste menores que o piso nacional para o magistério. Em Maracanaú, a prefeitura confirmou o aumento de 14,5% e alegou ser o bastante para cobrir o salário-brasil atual, correspondente à R$ 3,8 mil. Já em Iguatu, um vereador da base governista chamou os servidores de “gulosos” por reivindicarem o aumento correto. Vale ressaltar que foi oferecido aos servidores iguatuenses um reajuste de 10,18%.


