O período chuvoso no Ceará, entre janeiro e maio, intensifica o risco de arboviroses como dengue, chikungunya e zika. Em Fortaleza, a Prefeitura identificou 1.788 pontos vulneráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, que passam por inspeções quinzenais e ações de controle.
Os dados fazem parte do Plano Municipal de Contingência para 2026, que mapeia áreas de risco e define estratégias de enfrentamento. Entre os locais mais críticos estão sucatas, obras, reciclagens e espaços com grande circulação de pessoas. Reservatórios como baldes, tonéis e caixas abertas são os principais focos do mosquito.

Apesar das condições climáticas favoráveis à reprodução do vetor, a capital apresenta cenário controlado. Em 2025, foram registrados 301 casos de dengue, número inferior ao de 2024. Em 2026, até o momento, há 44 casos. Chikungunya também tem baixa incidência, e não houve registros de zika nos últimos anos.
O plano, no entanto, alerta para o risco de circulação do sorotipo 3 da dengue, ainda pouco comum entre a população local. Áreas mais populosas e com infraestrutura precária, como Jangurussu, Barra do Ceará, Granja Lisboa, Mondubim, Passaré, José Walter e Vila Velha, concentram maior vulnerabilidade, especialmente nas regiões oeste e noroeste da cidade.
Para conter a disseminação, a Prefeitura aposta em monitoramento com armadilhas, mutirões de limpeza, vacinação de crianças e adolescentes e bloqueio de áreas com casos confirmados. A orientação é que a população elimine água parada e mantenha cuidados contínuos, mesmo fora do período chuvoso.
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