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Preço do petróleo faz governo adiar definição sobre subsídio da gasolina

A valorização do petróleo no mercado internacional levou o Ministério da Fazenda a adiar para a próxima semana a decisão sobre o encerramento do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. A medida foi anunciada após a intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar as cotações da commodity.

Inicialmente, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, pretendia anunciar o fim da subvenção ainda nesta semana. No entanto, os novos confrontos militares entre os dois países, registrados na quarta-feira (08/07), impulsionaram o preço do barril de petróleo, levando o governo a reavaliar o momento da retirada do benefício.

Segundo Durigan, a decisão será analisada na próxima semana e poderá resultar na retirada parcial ou total do subsídio, a depender da evolução do cenário internacional. “Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio”, disse.

Preço do petróleo faz governo adiar definição sobre subsídio da gasolina
Foto: Reprodução

O ministro explicou que a subvenção tem como objetivo reduzir os impactos da valorização do petróleo sobre os preços internos dos combustíveis, evitando reflexos no custo de vida da população e na inflação de produtos e serviços. Apesar das incertezas provocadas pelo cenário externo, o ministro garantiu que o governo mantém os planos de ampliar a participação de combustíveis renováveis na matriz energética.

Conforme a Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), a mistura de etanol na gasolina C poderá variar entre 27% e 35%. Já a participação do biodiesel no diesel fóssil deverá atingir 20% até 1º de março de 2030.

Ainda de acordo com o ministro, o contexto internacional reforça a estratégia brasileira de ampliar o uso de biocombustíveis. Ele também afirmou que o governo não descarta discutir percentuais de mistura superiores aos previstos na legislação atual.

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