A deputada federal Priscila Costa (PL-CE) declarou apoio público ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, em meio ao racha interno envolvendo o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação foi feita nas redes sociais na quarta-feira (1º). Em publicação ao lado de Flávio, Priscila afirmou que “fidelidade e compromisso é o que o Brasil e o Ceará merecem” e reforçou o apoio ao senador na disputa pelo Palácio do Planalto.
O gesto ocorre em um momento de reorganização interna no Partido Liberal, após uma reunião de lideranças femininas da sigla com Flávio Bolsonaro em Brasília. O encontro reuniu mais de 50 mulheres do PL, entre deputadas e vereadoras, mas não contou com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que deixou recentemente a presidência do PL Mulher.
Na mesma publicação, Priscila afirmou ainda que já vinha manifestando apoio ao senador. “Nessa manhã, estive ao lado de Flávio Bolsonaro, o futuro presidente do Brasil escolhido pelo meu partido e a quem manifesto meu apoio desde sempre. Como vice-presidente do PL Mulher, minhas palavras foram de união, maturidade e propósito. Jamais abriremos mão da nação que entregaremos aos nossos filhos.”, escreveu.
Entenda o atrito entre Michelle e Flávio Bolsonaro
O desentendimento dentro do grupo Bolsonaro começou a partir de divergências sobre articulações políticas envolvendo o Ceará e a formação de alianças para as eleições de 2026.
No estado, aliados de Michelle Bolsonaro defendiam nomes diferentes para compor a chapa majoritária, enquanto o grupo ligado a Flávio Bolsonaro e à direção nacional do PL avançou em outras articulações, ampliando o desgaste interno.
A crise se intensificou com episódios de discordância pública e troca de posicionamentos dentro do próprio núcleo político da família Bolsonaro, o que acabou refletindo em aliados próximos, como Priscila Costa.
Nos últimos dias, tanto Michelle quanto Flávio Bolsonaro buscaram reduzir o tom do conflito público. O senador defendeu a necessidade de “união de forças” e diálogo dentro do grupo político.

