
A cerimônia de abertura da primeira edição da Expo Agro Vale do Jaguaribe, realizada nesta quarta-feira (12), em Limoeiro do Norte, colocou o leite no centro das discussões sobre o agronegócio cearense.
O painel inaugural da feira, que reuniu autoridades, produtores e representantes de entidades do setor, levantou uma reflexão: a atividade leiteira ainda é um bom negócio no Ceará?
Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Amílcar Silveira, o segmento do leite continua sendo uma boa aposta, mesmo diante dos desafios atuais.

“O leite sempre foi um bom negócio, mas a atividade passa por um momento difícil, com o excesso de importações e os impactos nos preços internos. Ainda assim, 83 mil pessoas vivem ou sobrevivem da pecuária leiteira no Ceará, e nós estamos trabalhando diariamente para fortalecer esse setor”, destacou.
Amílcar recordou que a FAEC atua em diversas frentes para incentivar o produtor, como o aprimoramento genético do rebanho. “A média de produção no Ceará é de 6,6 litros por vaca. Queremos chegar a 15”, explicou.
O empresário Luiz Girão, fundador da Betânia, destacou que a rentabilidade da atividade depende diretamente da capacidade de adaptação dos produtores.

“O negócio de leite está em ebulição. Eu mesmo estou ampliando a produção. Temos hoje mais de 1.100 queijeiras no Ceará, o que mostra um ambiente de concorrência e vitalidade no setor”, pontuou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Limoeiro do Norte, Ederson Castro, também salientou a relevância regional da pecuária leiteira.
“Dos dez maiores produtores de leite do Ceará, cinco estão aqui. Que essa seja a primeira de muitas feiras, porque Limoeiro merece esse protagonismo”, afirmou.
A Expo Agro Vale do Jaguaribe continua até o dia 14 de novembro, com uma programação que inclui palestras, rodada de negócios, exposição de produtos e apresentações culturais, reunindo produtores, empresas e instituições em torno das principais cadeias produtivas da região.


