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Situações no trabalho contribuem para 840 mil casos críticos de saúde mental

Para a Organização Internacional do Trabalho, a saúde mental do trabalhador precisa ser discutida de forma coletiva - (Foto: Reprodução)
Para a Organização Internacional do Trabalho, a saúde mental do trabalhador precisa ser discutida de forma coletiva – (Foto: Reprodução)

Problemas de saúde mental associados ao ambiente de trabalho têm causado impactos cada vez mais preocupantes em escala global. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que cerca de 840 mil mortes por ano estão relacionadas a fatores como estresse ocupacional, jornadas excessivas e condições inadequadas no ambiente profissional.

O levantamento aponta que os chamados riscos psicossociais, que incluem pressão por metas, insegurança no emprego, excesso de demandas, assédio moral e falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, estão contribuindo para o desenvolvimento de transtornos como ansiedade, depressão e a síndrome de burnout de forma direta.

Segundo a OIT, esses fatores não afetam apenas o bem-estar emocional dos trabalhadores, mas também estão ligados ao agravamento de doenças físicas. O estresse crônico, por exemplo, pode elevar significativamente o risco de problemas cardiovasculares, que figuram entre as principais causas de morte associadas ao trabalho.

Impactos além da saúde mental

Além do impacto na saúde, o problema também tem reflexos econômicos relevantes. A organização destaca que milhões de dias de trabalho são perdidos anualmente em razão de afastamentos por transtornos mentais, o que compromete a produtividade e gera custos elevados para os sistemas de saúde pública.

De acordo com a OIT, esse cenário reforça a necessidade de mudanças estruturais nas relações de trabalho. “É fundamental que empresas adotem medidas de prevenção, como a promoção de ambientes mais saudáveis, redução de cargas excessivas, incentivo ao descanso adequado e oferta de suporte psicológico aos colaboradores”, diz um trecho do levantamento feito pela organização.

A entidade também ressalta que a responsabilidade não deve recair apenas sobre empregadores. Governos têm papel central na criação de políticas públicas voltadas à proteção da saúde mental dos trabalhadores, além da fiscalização das condições de trabalho e do cumprimento de normas já existentes.

A OIT reforça ainda que reconhecer a saúde mental como parte essencial da saúde ocupacional é um passo fundamental para reduzir os índices de adoecimento e mortalidade relacionados ao trabalho. 

Uma das discussões que permeiam esse tema é que o fim da escala 6 por 1, por exemplo, poderia contribuir para o bem-estar do trabalhador no ambiente corporativo. Segundo pesquisa realizada pela Nexus, desde que não haja redução no salário, 73% dos brasileiros aprovam o fim dessa escala de trabalho.

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