Após anos de especulações e polêmicas nos bastidores, o filme do homem mais rápido do mundo finalmente chegou aos cinemas. Vindo com grandes expectativas, The Flash com certeza irá lhe divertir, mas ao mesmo tempo pode lhe decepcionar.
Dirigido por Andy Muschietti (It: ACoisa), um dos últimos filmes do quase morto Universo Estendido da DC chega para divertir e para agradar boa parte do público. Ao assistir o longa, é inegável que o cineasta argentino conseguiu entregar uma história digna para o personagem, que um dos mais amados entre os fãs de sua editora.
O filme traz as características principais de uma boa história do Flash, sendo viagem no tempo, irresponsabilidade com seus poderes, e amor a sua falecida mãe. Junto a tudo isso, temos uma narrativa básica, mas extremamente divertida, fora as cenas de ação que, talvez não sejam as melhores entre os super-heróis velocistas, no entanto, conseguem ser grandiosas, engenhosas e marcantes.
Ezra Miller (As Vantagens De Ser Invisível) é um assunto a parte em torno desse filme, visto que as polêmicas de sua vida pessoal fizeram que muitos duvidassem do porquê ele participa de um dos principais filmes do gênero. Apesar disso, continuo o achando extremamente talentoso e um acerto para interpretar Barry Allen.
Em sua performance, Miller consegue viver duas versões do mesmo personagem, ao ponto de parecerem ser pessoas completamente diferentes. Além disso, o ator consegue entregar uma ótima carga dramática nos momentos que isso é necessário, principalmente no encerramento, juntamente com um ótimo timing cômico, sendo forçado quando é preciso e natural no restante.

Contudo, assim como o protagonista em muitas de suas histórias, o maior vilão de The Flash é ele mesmo. Sendo vendido como um dos melhores filmes da DC desde Cavaleiros Das Trevas e talvez um dos melhores do gênero em todos os tempos, na verdade, temos um longa que não chega perto nem de ser o melhor de 2023.
Isso não faz o filme ser ruim, particularmente, continuo o achando ótimo. Contudo, quando ouvimos James Gunn dizer que é um dos melhores filmes que viu na vida, fora Tom Cruise e Stephen King pedindo uma sessão em antecipado, logo imaginamos algo muito acima do padrão de qualidade.
Juntando esse fato com as polêmicas de Ezra Miller, é muito provável que parte do público saia decepcionada do cinema. Tudo isso sendo consequência de um “boca-boca” mal trabalhado pelo estúdio, podendo ocasionar em críticas injustas e mal desempenho na bilheteria.
Além do mais, este não é um único problema do filme. O seu clímax não é muito bem trabalhado e ainda não segue as regras da viagem no tempo que ele mesmo estabeleceu. E se não fosse o suficiente, utiliza de um fan-service, que apesar se legal, se parece muito jogado.
Enfim, Flash é um ótimo filme, seja pelo bom trabalho de Andy Muschietti ao lado de Ezra Miller, ou até mesmo pelas ótimas participações de Michael Keaton (Spotlight) como Batman e Sasha Calle (The Young and the Restless) como Supergirl. Porém, não cumpre o que se vendia e desliza em erros que poderiam ser evitados.


