
Intitulado de “Elas Vivem”, o boletim do Observatório da Segurança foi divulgado nesta quinta-feira (07/03). No documento, a apresentação de dados sobre a quantidade de mulheres violentadas no Brasil em 2023. Apesar do impacto da estatística, a deputada estadual Lia Gomes (PDT) defendeu que são esses números que irão fornecer caminhos para o combate à violência contra a mulher.
Segundo a parlamentar, os números poderão ser usados para o estudo de políticas públicas. Para Lia Gomes, o aprofundamento nas estatísticas poderão gerar ações mais assertivas, que irão culminar na redução desse tipo de violência. “Onde eu chego eu pergunto quais são os dados sobre determinada situação. Esses dados nos direcionam, pois você não pode elaborar um projeto a partir de sua cabeça, a partir da situação vivida pelo seu vizinho”.
Segundo Lia Gomes, esse tipo de aprofundamento é essencial diante da violência que é praticada em diferentes contextos. “A violência vivida por uma mulher do interior do Ceará pode ser diferente da realidade de qualquer outra em qualquer localidade do Brasil. Onde essas pessoas estão sendo vítimas? Qual o horário? É a mulher negra? É a mulher branca? Precisamos desses dados para desenvolver projetos que visam atingir esses maiores números”, detalhou.
Dados do observatório
De acordo com o estudo, a violência aumentou em 2023 em torno de 22%. Os Estados alvos da pesquisa são Ceará, Bahia, Pernambuco, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão e Piauí. Ao todo, foram 3.181 vítimas de violência.
Nos oito estados pesquisados, o número de feminicídio alcançou a marca de 586 casos, o que corresponde a uma morte a cada 15 horas. No Ceará, o número de feminicídios foi o maior desde 2017.
Para consultar a pesquisa na íntegra, acesse o portal do Rede de Observatórios da Segurança e o documento publicado com todo o detalhamento.
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