O Ceará voltou a liderar o ranking nacional de acompanhamento das condicionalidades de saúde do Programa Bolsa Família. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, referentes à segunda vigência de 2025, o estado alcançou cobertura de 90,78%, superando o Piauí, com 89,11%, e ficando acima da média nacional, que registrou 83,45%.
O monitoramento envolve exigências que devem ser cumpridas pelas famílias beneficiárias para garantir a continuidade do auxílio. Entre as ações acompanhadas na área da saúde estão a vacinação de crianças menores de sete anos, o acompanhamento nutricional e o pré-natal de gestantes. No Ceará, mais de dois milhões de beneficiários passaram pelo acompanhamento realizado pela Atenção Primária à Saúde, incluindo crianças, gestantes e mulheres em idade fértil.
O trabalho é executado pelas equipes da Atenção Primária dos municípios, com suporte técnico da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), que atua por meio de capacitações e estratégias voltadas ao fortalecimento das políticas de alimentação e nutrição. Segundo a gestora da Atenção Primária da Sesa, Thaís Facó, o desempenho reflete o fortalecimento da assistência em saúde nos territórios e a atenção direcionada à população em situação de vulnerabilidade social.

“As equipes estão atentas à situação nutricional, à segurança alimentar e às condições de saúde dessas pessoas. São famílias que precisam de um olhar mais sensível e de um acompanhamento mais próximo”, explica.
Ceará Sem Fome + Saúde
Thaís também ressaltou a integração entre a Sesa e o programa Ceará Sem Fome, por meio do eixo Ceará Sem Fome + Saúde. A iniciativa busca ampliar o acesso das famílias em situação de maior vulnerabilidade aos serviços de saúde e reforçar o acompanhamento nos territórios.
A parceria entre a Secretaria da Saúde e o programa social começou em 2024, após a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica voltado à integração das ações da Atenção Primária com o Ceará Sem Fome. A partir da articulação, foi criado o eixo Ceará Sem Fome + Saúde, direcionado ao acompanhamento prioritário de beneficiários das cozinhas comunitárias e do cartão Ceará Sem Fome.
De acordo com a gestora, a identificação precoce das famílias em situação de vulnerabilidade permite atuação mais rápida diante de problemas que podem evoluir para quadros mais graves. Entre elas: complicações gestacionais, insegurança alimentar, hipertensão, diabetes, tuberculose e hanseníase.
“A ideia é compreender que o combate à insegurança alimentar também passa pelo cuidado em saúde. Não é apenas a oferta de um benefício ou de um prato de comida, mas um acompanhamento mais atento e humanizado para quem mais precisa”, conclui.
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