
O senador Cid Gomes (PDT) se tornou o principal representante do partido na campanha de Lula (PT) para a Presidência no Ceará, após decisão de seu presidente, Carlos Lupi, e do irmão Ciro Gomes (PDT). No evento da última segunda-feira (10/10), o pedetista reafirmou o compromisso em convocar os principais nomes da sigla para unir forças para o segundo turno.
No entanto, apesar do esforço para converter mais votos ao ex-presidente, Gomes tem encontrado dificuldade em engajar os principais nomes do próprio partido na campanha. Após um breve período ausente das redes sociais desde 02 de outubro, o ex-candidato ao Governo do Estado, Roberto Cláudio (PDT), ainda não se pronunciou sobre a decisão. O presidente da sigla no Ceará, André Figueiredo (PDT), se manifestou a favor da decisão do partido a nível nacional e falou da orientação dada às lideranças ligadas à sigla para que participassem do ato pró-Lula. Ainda assim, as contas pessoais do deputado nas redes sociais não sinalizam qualquer símbolo da propaganda do petista.
Uma das ausências mais destacadas do evento da última segunda, que reuniu prefeitos de todo o Ceará, foi justamente do gestor da capital. Sarto Nogueira (PDT) seguiu a decisão do partido, sinalizando apoio a Lula, mas não se engajou na campanha direta para o ex-presidente.
Apesar do fim das eleições estaduais, o clima entre os membros do partido continua tenso. A ex-candidata a deputada federal Natália Rios (PDT) publicou, na última terça-feira (11/10), mensagem onde diz que Roberto Cláudio está passando por uma injustiça. A causa seria o questionamento da escolha do ex-prefeito para concorrer ao cargo de governador. “Eu estava na votação do Diretório quando seu nome foi escolhido. Sou testemunha do processo democrático que foi”, afirma. Entre os apoiadores mais notáveis da constatação está a prefeita de Camocim, Betinha Magalhães (PDT), esposa do deputado estadual Sérgio Aguiar (PDT), que também não se engajou na campanha de Lula.


